Busca avançada
Ano de início
Entree

Participação dos receptores P2X4 do Ganglio da Raiz Dorsal no desenvolvimento de hiperalgesias crônicas

Processo: 16/23535-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2017
Vigência (Término): 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Carlos Amilcar Parada
Beneficiário:Glaucilene Ferreira Catroli
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/05778-3 - O papel da sinalização do receptor purinérgico P2X4 dos gânglios da raiz dorsal e da medula espinhal na alodinia inicial e tardia no modelo de inflamação crônica em camundongos K/BxN, BE.EP.DR

Resumo

Os mecanismos moleculares envolvidos na gênese das hiperalgesias crônicas ainda são grandes desafios para possibilitar o desenvolvimento de fármacos que controlem com eficiência e seletividade a dor de origem neuropática. Embora a neuropatia possa estar relacionada a causas distintas e a diferentes doenças sistêmicas, todas têm em comum a sensibilização de nociceptores associados às fibras do tipo C e comumente também às fibras mielinizadas Ad. Este fato difere das hiperalgesias inflamatórias, nas quais quase exclusivamente as fibras do tipo C estão envolvidas. Estudos recentes indicam que os receptores purinérgicos do tipo P2X, ativados por ATP extracelular, tem grande importância na sensibilização de nociceptores seja diretamente ou promovendo a liberação de mediadores químicos capazes de sensibilizá-los. É o caso dos receptores P2X3,2/3 e P2X7 que são essenciais para o desenvolvimento da hiperalgesia inflamatória. Mais recentemente, o interesse na sinalização purinérgica tem se voltado para os receptores do subtipo P2X4, o qual possui as mesmas características funcionais que o P2X7. Embora ambos sejam encontrados nas células satélites do GRD, recentemente o nosso grupo demonstrou que o bloqueio do receptor P2X7, mas não do P2X4 previne a hiperalgesia inflamatória do tecido periférico. Por outro lado, o bloqueio do receptor P2X4 no GRD reverte a hiperalgesia em modelo de ratos com neuropatia diabética. Considerando que, nestes dados preliminares, a hiperalgesia inflamatória estudada era aguda e que a hiperalgesia em modelo de ratos com neuropatia diabética é uma forma crônica, surge uma importante pergunta: a atividade dos receptores P2X4 no desenvolvimento da hiperalgesia de origem neuropática está relacionada com o fato de ser uma hiperalgesia persistente? Ou seja, se trata de um receptor que passa a ser funcional à medida que alterações plásticas ocorrem nas células do GRD? A resposta a esta pergunta e uma melhor compreensão dos mecanismos envolvidos na hiperalgesia mediada pela ativação dos receptores P2X4 do GRD certamente nos trará subsídios importantes para melhor compreendermos a fisiopatologia das dores de origem neuropática e/ou crônica. Também, o fato do receptor P2X4 ser encontrado no sistema nervoso periférico, o torna um dos mais promissores alvos farmacológicos para o controle da dor neuropática. Portanto, os objetivos deste trabalho são: verificar o envolvimento do receptor P2X4 do GRD na hiperalgesia aguda e persistente de origem neuropática e inflamatória e; estudar os mediadores liberados pela ativação do receptor P2X4 do GRD capazes de sensibilizar os nociceptores. (AU)