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Estudo do potencial mutagênico de complexos de cobre (II) com isoniazida por meio do teste de micronúcleo

Processo: 17/06317-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Pesquisador responsável:Flávia Aparecida Resende Nogueira
Beneficiário:Nathália Ferreira Fregonezi
Instituição-sede: Universidade de Araraquara (UNIARA). Associação São Bento de Ensino. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Química médica   Compostos de coordenação   Ativação metabólica   Linhagem celular   Mutagênicos   Isoniazida   Salmonella typhimurium   Teste de Ames   Testes para micronúcleos   Testes de mutagenicidade

Resumo

Os complexos metálicos podem ser utilizados como ferramentas no tratamento de várias doenças, devido suas ações antibacteriana, antiparasitária, anti-inflamatória e antitumoral. Além disso, podem atuar na quimio ou radioterapia e potencializar a ação de uma ampla variedade de fármacos, através da modificação de mecanismos de ação. No entanto, apresentam alta capacidade de interação com DNA, ocasionando danos que podem ser refletidos no aumento da incidência de câncer e outras consequências indesejáveis para a saúde, como infertilidade e distúrbios genéticos. Por esta razão, tornou-se relevante avaliar o potencial mutagênico, em nível cromossômico, dos complexos de Cobre (II) com Isoniazida (INH): [CuCl2(INH)2]_H2O (I1); [Cu(NCS)2(INH)2]_5H2O (I2) e [Cu(NCO)2(INH)2]_ 4H2O (I3), a fim de verificar sua inocuidade quanto ao material genético e segurança para saúde humana. Esses complexos foram sintetizados, caracterizados e fornecidos pela pós doutoranda Patrícia Silva Bento, do Grupo de Química de Coordenação e Organometálicos do Instituto de Química de Araraquara - UNESP, e selecionados devido sua promissora atividade contra Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Mycobacterium tuberculosis. No presente estudo será empregado o teste do micronúcleo (MN) com bloqueio de citocinese, utilizando a linhagem celular de hepatocarcinoma humano (HepG2), onde serão analisados como parâmetros a frequência de MN em células binucleadas e o índice de divisão nuclear. A avaliação da atividade mutagênica, em nível gênico, já foi realizada por meio do teste de mutação gênica reversa com Salmonella typhimurium, conhecido como Teste de Ames, através do ensaio de pré-incubação, utilizando as linhagens TA98, TA97a, TA100 e TA102 de S. thyphimurium, na ausência (-S9) e presença (+S9) de ativação metabólica. Os resultados revelaram ausência de mutagenicidade dos complexos I1 e I2, e indícios de mutagenicidade nas linhagens TA97a e TA100, após ativação metabólica, nos experimentos com I3. A realização do teste do micronúcleo complementará os resultados obtidos no Teste de Ames, contribuindo para confirmar se o indício de mutagenicidade em nível gênico, pode perpetuar em mutações cromossômicas. Dessa maneira, juntos, esses ensaios ajudarão a compreender a relação dos complexos de cobre (II) com possíveis danos induzidos no DNA, fornecendo dados confiáveis para dar subsídios a futuros ensaios clínicos, devido a promissora atividade antimicrobiana já evidenciada.