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A a-encenação documentária: análise e tentativa de definição

Processo: 17/07597-3
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 15 de agosto de 2017
Vigência (Término): 14 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação
Pesquisador responsável:Fernão Vitor Pessoa de Almeida Ramos
Beneficiário:Fernão Vitor Pessoa de Almeida Ramos
Pesquisador Anfitrião: Robert Bird
Instituição Sede: Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Chicago, Estados Unidos  
Assunto(s):Ética (filosofia)   Fenomenologia (filosofia)   Cinema   Documentário cinematográfico
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Circunstância da Tomada | encenação | Ética | fenomenologia | Gilles Deleuze | Imagem-Câmera | mise-en-scene | Teoria do Documentário | Cinema

Resumo

A narrativa documentária (em sua enunciação lírica ou assertiva) é constituída pela representação de uma circunstância de mundo em que ações, ou expressões, do sujeito na tomada tornam-se encenação. Encenação é um conceito que, resumidamente, descreve o embate do sujeito-da-câmera com o sujeito-em-cena na tomada. É encontro do maquinismo da câmera com as coisas e seres que habitam o mundo da cena, interagindo. É pela variação das modalidades da encenação que surgem as dimensões do enunciar documentário - seja em asserções ou na figura de sensações. Na disposição dessa comutação, dois veios de raiz se distinguem: a encenação propriamente, em seus modos 'direto' e 'construído' (já trabalhados anteriormente), e o que chamaremos de a-encenação, objeto inédito deste projeto de pesquisa. A a-encenação pode ser determinada como forma extrema da encenação, proximidade excessiva na qual ela mesma é deglutida no momento em que olha e vê seu abismo. Seria o encontro, pela câmera, com o que já foi chamado de 'carne do mundo', aqui tato-câmera. É quando o corpo se aproxima em demasia da flexão do maquinismo sobre o que lhe é exterior. Na tensão da cena se abre uma fissura pela oscilação da subjetividade que passa experimentar a si como outrem - característica contemporânea de uma enunciação impregnada pela lógica da sensação. A expressão mais extrema das sensações colide com a aproximação máxima da câmera no mundo, nas formas do tato, da primeira pessoa ou da fala, nos modos audiovisuais da alteridade. A a-encenação documentária vigora nas experiências abertas e dilaceradas de uma subjetividade cindida, sempre flexionada pelo maquinismo da câmera no formato fechado da narrativa fílmica, pela 'voz' do megaenunciador. (AU)

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A book for cinephiles 
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