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Avaliação da atividade anti-inflamatória do flavonóide miricetina em neutrófilos ativados por phorbol myristate acetate

Processo: 17/05233-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2017
Vigência (Término): 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Karina Alves de Toledo
Beneficiário:Sarah Mendes
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/01681-8 - Análise por microscopia CARS da interação entre flavonóides (quercetina, rutina e miricetina) e armadilhas extracelulares de neutrófilos (NETs) em células A549, BE.EP.IC
Assunto(s):Inflamação   Imunidade inata   Neutrófilos   Anti-inflamatórios   Simulação de acoplamento molecular

Resumo

A miricetina é um flavonoide encontrado em diversos alimentos, incluindo aqueles indicados como complemento no tratamento de doenças inflamatórias. Durante o processo inflamatório, neutrófilos são as primeiras células a serem recrutadas por estarem diretamente relacionadas à ativação e resolução destes eventos. Assim, frequentemente estas células são alvos para novos compostos anti-inflamatórios. Neutrófilos podem ser estimulados por diferentes ligantes que ativam diferentes vias de sinalização, incluindo aquelas iniciadas pelos forbóis ésteres como o PMA (phorbol myristate acetate), um potente ativador de neutrófilos. Os forbóis alteram de maneira específica a sinalização da proteína quinase C nos neutrófilos, as quais estão intimamente relacionadas à produção de espécies reativas de oxigênio (EROs) e, portanto, influentes em etapas importantes da atividade neutrofílica, como a adesão, a desgranulação e a geração de NETs (Neutrophil Extracellular Traps). Embora miricetina seja encontrada em diversos extratos vegetais de ação anti-inflamatória conhecida, os estudos envolvendo sua ação sobre os neutrófilos ainda são escassos. O objetivo deste trabalho será analisar a atividade anti-inflamatória da miricetina sobre neutrófilos ativados por PMA. Para tanto, serão analisadas algumas das etapas importantes do processo inflamatório mediadas pelos neutrófilos: adesão, desgranulação e liberação das NETs. Os ensaios in vitro serão complementados com análises in sílica de docking molecular com a intenção de avaliarmos a interação da miricetina com as enzimas mieloperoxidase e elastase que modulam a geração das NETs de maneira EROs-dependente. Espera-se que os resultados obtidos possam auxiliar no entendimento amplo dos mecanismos pelos quais a miricetina e os flavonoides são benéficos no tratamento de doenças inflamatórias. (AU)