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Efeitos do extrato do bagaço do maracujá-azedo (Passiflora edulis) in vitro e in vivo: capacidade quimiopreventiva e anti-inflamatória de compostos fenólicos frente à progressão do câncer de próstata

Processo: 17/01573-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Mário Roberto Maróstica Junior
Beneficiário:Larissa Akemi Kido de Barros
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/09793-7 - Estudo comparativo baseado no ação isolada do piceatannol e como parte do conteúdo bioativo da extrato do bagaço do maracujá na terapia do câncer de próstata, BE.EP.PD
Assunto(s):Compostos bioativos   Compostos fenólicos   Antioxidantes   Anti-inflamatórios   Quimioprevenção   Maracujá   Bagaços   Neoplasias da próstata   Modelos animais

Resumo

O câncer de próstata é uma doença associada ao envelhecimento e um dos maiores problemas de saúde pública em todo o mundo. A inflamação desempenha importante papel no surgimento e na progressão de lesões prostáticas, e está frequentemente relacionada ao processo de envelhecimento. Nesse sentido, métodos de prevenção do câncer através do uso de fontes naturais surgiu como uma estratégia de não apenas controlar a doença, mas de descobrir novas substâncias e aplicá-las através de novas metodologias de intervenção terapêutica. Assim sendo, o objetivo geral do presente estudo será caracterizar o extrato do bagaço do maracujá quanto ao conteúdo de compostos bioativos, capacidade antioxidante, antiproliferativa, anti-inflamatória e quimiopreventiva, considerando aspectos químicos e biológicos associados ao câncer de próstata in vitro e in vivo. Para tal será realizada a obtenção do extrato de bagaço de maracujá desengordurado, por meio de extração com líquido pressurizado para obtenção de piceatannol e scirpusin B, caracterização química do extrato por meio de análise de compostos fenólicos totais e específicos, e avaliação da capacidade antioxidante in vitro por meio dos ensaios de ORAC e FRAP. As etapas in vitro serão realizadas em células tumorais prostáticas (TRAMP-C1), a fim de se determinar a influência do tratamento com o extrato do bagaço do maracujá através de quantificação de expressão gênica dos alvos da via do NfºB, e avaliação dos níveis proteicos de fatores envolvidos em processos inflamatórios, proliferativos, de sobrevivência e morte (NfºB p65, IkB±, IkB², COX-2, iNOS, TNF-±, STAT-3, BCL-2, BCL-xL, BAX). Ainda serão realizados ensaios imunoenzimáticos para verificação dos níveis de produção e secreção de fatores indutores da inflamação, como IL-1², IL-6 e TNF-±, bem como a atividade das caspases 3, 9 e 8. As etapas in vivo serão realizadas em camundongos trânsgênicos para o adenocarcinoma de próstata (TRAMP), os quais serão divididos em 3 grupos controle: 8 (T8), 12 (T12) e 18 (T18) semanas idade. O grupo T12 receberá água por gavagem durante 4 semanas a partir da oitava semanas de vida, enquanto o grupo T18 receberá o mesmo tratamento durante 10 semanas. Os grupos tratados com o extrato do bagaço do maracujá serão divididos em: TRAMP/Extrato do bagaço do Maracujá (TEM): animais com 8 semanas de idade que receberão por gavagem dose equivalente a 20 mg/Kg de piceatannol contido no extrato durante 4 semanas; e TRAMP/Extrato do bagaço do Maracujá (tratamento crônico) (TEMC): animais com 8 semanas de idade, os quais receberão o mesmo tratamento que o grupo TEM durante 10 semanas. O lobo ventral prostático será coletado para análises de microscopia de luz a fim de se determinar eficácia do extrato do bagaço do maracujá através da análise quantitativa dos focos de lesões. O potencial quimiopreventivo do extrato será avaliado através da análise da expressão dos genes relacionados à inflamação, proliferação e sobrevivência celular pré-selecionados nos testes in vitro, bem como os níveis proteicos de NfºB p65, IkB±, IkB², COX-2, iNOS, TNF-±, STAT-3. Ainda, testes para avaliação de proliferação e apoptose celular serão realizados através da imunomarcação do PCNA e da técnica de TUNEL, respectivamente. (AU)

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