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Estudo diacrônico do gerúndio em língua portuguesa

Processo: 17/07146-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de julho de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Linguística Histórica
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Mário Eduardo Viaro
Beneficiário:Rogério Augusto Monteiro Cardoso
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Morfologia (linguística)

Resumo

Este projeto de pesquisa visa à ampliação dos estudos em Morfologia Flexional Histórica desenvolvidos pelo Grupo de Morfologia Histórica do Português (GMHP), ligado à Universidade de São Paulo (USP). O objeto da pesquisa é o percurso diacrônico do gerúndio, desde o latim até o português do século XVI. Nela se analisará não somente a forma dessa flexão, mas sobretudo seu significado. No que tange à sua forma, é lícito dizer que o gerúndio português provém do caso ablativo do gerúndio latino (amando > port. amando). Entretanto, essa informação obtida em manuais carece de um estudo mais detalhado acerca da ampliação do significado do gerúndio, cuja forma ablativa latina tinha inicialmente valor modal ou, mais raramente, instrumental (e.g. Errando discitur, "Errando aprende-se"), ao passo que a forma portuguesa moderna admite considerável multiplicidade semântica. Para levar a pesquisa a cabo, é conveniente revisitar os autores de Filologia e Gramática Histórica, tais como Maurer Jr., Said Ali, Nunes e outros, e vasculhar tudo quanto for possível acerca do gerúndio. Havendo prováveis lacunas, devese trabalhar diretamente com os textos antigos, desde o latim até o português arcaico, na tentativa de verificar e datar, se possível, mudanças no significado da forma nominal. Partese da coleta, organização e análise desses dados a fim de se fazerem, as primeiras generalizações, ou seja, trata-se de um método eminentemente indutivo. É também oportuno o diálogo da pesquisa com áreas afins, sobretudo com a Semântica Histórica, que fornece os subsídios para a compreensão da evolução semântica dos radicais e dos morfemas, e com a Filologia Românica, cujos dados comparativos podem fornecer informações adicionais a este estudo. (AU)