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Um Jogo de Xadrez: relações diplomáticas Anglo-Espanholas na obra de Shakespeare e dramaturgos coevos durante o reinado de James Stuart I (1603-1625)

Processo: 17/07455-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2017
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Iris Kantor
Beneficiário:Ricardo Cardoso
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/01297-3 - A Espanha dos homens do rei: a representação da Espanha pelos homens do rei durante o reinado de James Stuart I (1603-1625), BE.EP.DR
Assunto(s):História do teatro

Resumo

A partir da seleção das obras dramáticas de William Shakespeare e dramaturgos coevos, escritas durante o reinado de James Stuart I (1603-1625), este trabalho pretende examinar a representação das relações diplomáticas entre Inglaterra e Espanha. No governo de Elizabeth I (1558-1603), a Guerra Anglo-Espanhola (1585-1604) mobilizou todo o reino. A paz estabelecida por James I em 1604 desagradou segmentos da sociedade que viram com desconforto a aproximação do antigo inimigo. Diferentes eventos na relação entre as duas Coroas despertaram novas apreensões, destacando-se a Conspiração da Pólvora (1605) e a negociação para união dinástica entre membros das duas famílias reais, conhecida como Casamento Espanhol. A partir da ideia de Reihart Koselleck, de que o fim de conflitos religiosos na Europa no século XVI teria propiciado a transição de uma percepção apocalíptica de futuro para a de prognósticos baseados na projeção de tempo para cada reinado, averiguaremos a hipótese de que a passagem de cetro de Elizabeth I para James I tenha sido um momento inaugural dessa transformação na mentalidade dos ingleses. Não apenas encerrou-se a guerra religiosa contra a Espanha, como houve uma mudança de dinastia, o que pode ter ocasionado inéditos cálculos políticos. Através da análise crítica das peças, associada ao estudo do contexto histórico, busca-se investigar como agiram os dramaturgos ao rememorar nos palcos o conflito pregresso entre as duas monarquias, e como as polêmicas em torno de novos acontecimentos teriam impactado nas tramas e estrutura dos textos, principalmente aqueles encenados pela companhia de Shakespeare sob patronagem de James I, os King's Men. (AU)

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