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Impacto de variantes do gene slc11a1 nos padrões de resposta do hospedeiro e na determinação de fenótipos de resistência e susceptibilidade às doenças periodontais

Processo: 17/11463-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2017
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Periodontia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Gustavo Pompermaier Garlet
Beneficiário:Jéssica Lima Melchiades
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças periodontais   Polimorfismo de um único nucleotídeo

Resumo

A periodontite é iniciada pela acumulação de bactérias na superfície dos dentes e fatores do hospedeiro estão envolvidos na determinação da susceptibilidade/resistência ao desafio microbiano, estando tais fatores sob influência de múltiplos loci genéticos. Estudos em humanos e em modelos experimentais tem reforçado a influência de genes na determinação de fenótipos de susceptibilidade/resistência à periodontite. Dentre estes genes o Slc11a1, cujas funções pleiotrópicas incluem a regulação da atividade dos macrófagos e linfócitos, tem potencial papel na modulação dos fenótipos de resistência/susceptibilidade às doenças periodontais. Nesse contexto, nosso grupo demonstrou que camundongos das linhagens AIRmax e AIRmin, que apresentam diferentes variantes R e S dos alelos do Slc11a1, associadas a diferentes padrões de resposta imune e inflamatória, apresentam fenótipos distintos de resistência/susceptibilidade à periodontite experimental. Frente a associação de variantes genéticas (SNPs) no Slc11a1 na modulação da resposta do hospedeiro em diferentes doenças infecciosas, temos como objetivo deste estudo correlacionar os polimorfismos genéticos rs17228995, rs17235409, rs2290708, rs2695343, rs3731865 do gene Slc11a1 (selecionados de modo a representar todo o gene, tendo em vista o padrão de desequilíbrio de ligação do SLc11a1) com perfis genéticos de resistência/susceptibilidade às doenças periodontais (Garlet et al., 2012; Cavalla et al., 2015). Para tanto, utilizaremos amostras de banco já existente, constituído de 197 pacientes com periodontite crônica, 354 indivíduos saudáveis e 193 indivíduos com gengivite crônica para as análises de associação genética e correlações com as características clínicas da periodontite, sendo que tal amostra se mostra adequada do ponto de vista estatístico (N e SNPs previamente testados quanto ao poder estatístico da amostra considerando prevalência da doença, frequência dos alelos e N dos grupos experimentais) e subgrupos compostos por 75 pacientes com periodontite crônica e 50 indivíduos saudáveis, a serem analisados quanto à possíveis associações entre os genótipo dos SNPs alvo e a expressão de marcadores inflamatórios e imunológicos. O estabelecimento da correlação entre os genótipos, os parâmetros clínicos e os padrões de resposta imune e inflamatória, certamente colaborará para um melhor entendimento dos determinantes de risco individuais, ajudando na identificação do risco e servindo como base para o desenvolvimento de novas estratégias de prevenção e tratamento das doenças periodontais. (AU)