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Investigação da ação da angiotensina-(1-7) periférica e central na regulação da bexiga urinária de ratas Wistar

Processo: 17/07161-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2017
Vigência (Término): 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Monica Akemi Sato
Beneficiário:Gustavo Bertollini Lamy
Instituição-sede: Centro Universitário Saúde ABC. Fundação do ABC. Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Bexiga urinária   Angiotensinas   Micção   Área preóptica   Modelos animais

Resumo

As disfunções miccionais acometem homens e mulheres, bem como crianças em todo o mundo, sendo que o maior percentual dos casos ocorre em mulheres. Essas disfunções miccionais podem ocorrer por alterações no controle do músculo detrusor, esfincteriano ou de ambos e podem ser decorrentes de lesões ou degenerações no sistema nervoso central e/ou periférico, bem como de órgãos periféricos. A manutenção da excreção e armazenamento urinário depende de mecanismos reflexos, sendo que o início da micção é influenciado pelo Centro de Micção Pontina (PMC), enquanto o armazenamento da urina é modulado pelo Centro Pontino de Armazenamento da Urina (PUSC), que se encontra ventro lateralmente ao PMC. Estudos realizando a injeção de vírus pseudorabies na parede da bexiga urinária mostraram que, após longo período de incubação, são encontrados neurônios infectados na medula espinhal lombo-sacral, núcleo da rafe, formação reticular, centro de micção pontina (PMC), locus coeruleus, núcleo vermelho, hipotálamo, área préoptica e áreas corticais. Estas evidências indicam que um circuito neuronal multisináptico está envolvido no controle eferente da bexiga urinária. A descoberta da angiotensina-(1-7) (Ang 1-7) formada por uma via independente da ECA, que era capaz de se ligar ao receptor MAS e ter ações in vitro e in vivo, permitiram seu reconhecimento como um peptídeo biologicamente ativo do Sistema Renina-Angiotensina. Utilizando a técnica de imunofluorescência no sistema nervoso central de ratos Wistar, foi demonstrada a presença do receptor MAS em áreas relacionados com o sistema cardiovascular no bulbo e também no prosencéfalo, como no núcleo supra óptico e também na área préoptica lateral. Apesar de as ações da Ang-(1-7) terem sido demonstradas em algumas áreas hipotalâmicas, ainda não existem evidências se a Ang 1-7 poderia atuar em áreas prosencefálicas como a área préoptica lateral para modular a regulação da bexiga urinária. Assim, no presente estudo será avaliada a hipótese de que a Ang 1-7 poderia agir na área préoptica lateral para promover alterações no controle da bexiga urinária. Além disso, será investigado se a Ang 1-7 também poderia agir diretamente na bexiga urinária afetando sua regulação. (AU)