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Estimulação cerebral profunda e sua implicação nos sintomas não motores da Doença de Parkinson

Processo: 17/07398-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2017
Vigência (Término): 30 de junho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Rosana de Lima Pagano
Beneficiário:Gabriela da Rocha Barbosa
Instituição-sede: Hospital Sírio-Libanês. Sociedade Beneficente de Senhoras (SBSHSL). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Dor   Depressão   Doença de Parkinson   Estimulação cerebral   Núcleo subtalâmico

Resumo

A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa complexa caracterizada pela perda progressiva de neurônios dopaminérgicos. A DP gera sintomas motores e não motores, tais como depressão e dor, que são negligenciados e pouco compreendidos e colaboram para a piora da qualidade de vida desses pacientes. O tratamento ouro da DP após os efeitos negativos de tratamentos farmacológicos é a estimulação cerebral profunda (ECP) do núcleo subtalâmico (NST), no entanto, seu efeito quanto aos sintomas não motores na DP é ainda conflitante. Nesse projeto nós pretendemos demonstrar a relação entre o efeito terapêutico da ECP e a ativação de núcleos importantes na modulação da dor e do componente depressivo, bem como o componente anti-inflamatório espinal. Para tanto, iremos avaliar o efeito da ECP-NST em ratos com lesão nigroestriatal induzida por 6-OHDA estriatal frente às respostas nociceptiva (hiperalgesia mecânica) e depressiva (teste do nado-forçado) e avaliar o padrão de ativação neuronal, pela marcação com Egr-1, em áreas relacionadas com o componente afetivo-motivacional da dor e com o comportamento depressivo (hipocampo, córtex cingulado anterior e amígdala), bem como com a via analgésica descendente (locus ceruleus, núcleo magno da rafe e coluna posterior da medula espinal). Ainda, será avaliado o padrão inflamatório espinal com a marcação para astrócito e microglia. Com desse trabalho poderemos aprimorar o conhecimento sobre os mecanismos de ação da ECP, focando na importância deste tratamento para os sintomas não motores da DP, possibilitando o direcionamento e aprimoramento de intervenções terapêuticas mais efetivas aos pacientes com DP. (AU)