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Uma fisiologia comparativa às causas da conservação de recifes de coral: plasticidade trófica dirige tolerância às mudanças climáticas?

Processo: 17/05310-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2017
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Carlos Arturo Navas Iannini
Beneficiário:Samuel Coelho de Faria
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/16320-7 - Impactos das mudanças climáticas e ambientais sobre a fauna: uma abordagem integrativa, AP.PFPMCG.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):18/21670-8 - Métodos comparativos filogenéticos em corais pétreos: uma abordagem pluralística para a investigação da evolução ecofisiológica e tolerância às mudanças climáticas, BE.EP.PD   18/17252-6 - Aliando fisiologia, ecologia e filogenia em corais pétreos (Anthozoa, Sclerctinia): a evolução ecofisiológica associa-se à tolerância diante das mudanças climáticas?, BE.EP.PD
Assunto(s):Branqueamento   Mudança climática

Resumo

Mecanismos fisiológicos, processos ecológicos e história filogenética estão associados a padrões biogeográficos e à tolerância diante de mudanças climáticas, como o aquecimento e acidificação oceânicos. Os ambientes marinhos de maior diversidade - os recifes de coral - vêm sofrendo com o branqueamento e redução na calcificação, especialmente as espécies de corais escleractínios de ambientes tropicais oligotróficos, como aquelas do oceano Pacífico e mar do Caribe. Não obstante, 0,01% ocupa o Atlântico sul, cujas águas apresentam maiores índices de turbidez pela sedimentação e matéria orgânica acentuadas. Segue que uma avaliação comparativa da fisiologia do branqueamento e calcificação à luz da ecologia trófica é imperativa para a compreensão dos efeitos climáticos previstos na fauna coralínea, se relacionados à natureza dos oceanos e/ou à história filogenética. Assim, seletos parâmetros ecofisiológicos serão avaliados em 12 espécies de corais ecleractínios do Atlântico sul, Pacífico leste e mar do Caribe sob condições naturais e simuladas de aquecimento e acidificação, via métodos comparativos. Hipotetizam-se aqui que: (i) a heterotrofia seja proeminente nas espécies distribuídas pela costa do Brasil, diferentemente da fotossíntese; que (ii) as espécies brasileiras sejam mais tolerantes ao branqueamento e à redução na calcificação devido à condição heterotrófica proeminente; e que (iii) a evolução da plasticidade trófica tenha sido dirigida pela natureza físico-química dos oceanos. Os dados gerados proverão subsídios para planos de manejo diante das mudanças climáticas, sobremaneira para a fauna brasileira pelas particulares características ambientais e notório endemismo, ainda carente de estudos. (AU)