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Nyonxani, tikweni: música, colonialismo e nação em Moçambique (1950-1980)

Processo: 17/07096-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2017
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Pesquisador responsável:Lucilene Reginaldo
Beneficiário:Matheus Serva Pereira
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/21979-5 - Entre a escravidão e o fardo da liberdade: os trabalhadores e as formas de exploração do trabalho em perspectiva histórica, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):18/05617-0 - Nas trilhas de Fany Mpfumo e da Marrabenta: cotidiano, música e nacionalismos nos subúrbios da capital moçambicana (1950-1980), BE.EP.PD
Assunto(s):História da África   Colonialismo   Nação   Cotidiano   Música   Moçambique

Resumo

A partir da trajetória de vida de Fany Mpfumo, trabalhador migrante moçambicano nas minas sul-africanas, compositor e cantor do estilo musical Marrabenta, a presente pesquisa pretende analisar os movimentos pela libertação nacional de Moçambique do jugo colonial português, seus diferentes projetos políticos e sua relação com as bricolagens produzidas pelas experiências cotidianas urbanas coloniais, sobretudo nos espaços de lazer dos subúrbios de Lourenço Marques, nos últimos anos de vigência da dominação portuguesa. Estudar as vivências cotidianas de indivíduos como Fany Mpfumo, assim como o disseminar de suas canções, será uma janela para os conflitos intermediada pelos corações e pelas mentes dos sujeitos comuns, perpetrados, por um lado, pelas políticas e pela repressão colonial e, por outro lado, pelos movimentos independentistas. Posteriormente a 1975, com a vitória armada e ideológica da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e a adoção oficial de um projeto marxista-socialista para a nação independente, continuar seguindo os percalços de Fany Mpfumo será entendido como uma possibilidade de analisar as experiências das camadas populares urbanas que haviam sido intensamente disputadas para aderirem a causa independentista e que terminaram por serem reprimidas ou renegadas ao ostracismo pelo novo Estado moçambicano, especialmente por não se enquadrarem plenamente ao ideal nacional de construção do "homem novo". Sendo assim, estudar as canções e a trajetória de vida de homens como Fany Mpfumo, durante as décadas de 1950 e 1980, é uma forma de se chegar mais próximo das vicissitudes cotidianas enfrentadas pelos "homens comuns" nesse período de intensas transformações.