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Atividade física em pacientes com Arterite de Takayasu Juvenil: Efeitos clínicos e mecanismos de ação.

Processo: 17/07358-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2017
Vigência (Término): 07 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Bruno Gualano
Beneficiário:Camilla Astley Amaral Pedroso
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Atividade física   Exercício físico   Doenças cardiovasculares

Resumo

A Arterite de Takayasu (AT) é uma doença inflamatória crônica que afeta artérias de grande e médio calibres, com predomínio pela aorta e pelas artérias pulmonares, com manifestações clínicas iniciais inespecíficas como hipertensão arterial, cefaleia, mialgia artralgia, febre, e perda de peso. Sua progressão pode levar à formação de aneurismas, rupturas arteriais, diminuição do pulso, isquemias, e elevados níveis de inflamação. O número de casos descritos em crianças e adolescentes tem crescido, sendo a hipertensão arterial um dos sintomas mais comuns, seguida por outras manifestações como insuficiência cardíaca congestiva e claudicação de extremidades. Todas as manifestações clínicas podem ser agravadas pela inatividade física e obesidade. Cria-se um ciclo vicioso, onde os riscos de morbidade e mortalidade aumentam significativamente na população pediátrica, prejudicando a função e capacidade física, a qualidade de vida e a evolução desse paciente na vida adulta. Nesse sentido, o exercício físico tem se demonstrado uma estratégia eficiente em reduzir esses fatores de risco. Entretanto, na AT juvenil, nenhum estudo até o momento, avaliou o efeito do exercício físico na capacidade funcional, na capacidade aeróbia e na força muscular, bem como a segurança da prescrição do exercício nesse grupo de pacientes. Objetivo: Investigar os efeitos de dois programas de exercício físico com duração de 16 semanas, um com exercícios combinados (aeróbio e força muscular) e supervisionado e o outro realizado em casa com orientação prévia de um profissional de Educação Física. Espera-se que os efeitos benéficos dos programas estejam associados à melhora dos fatores de risco cardiovascular, função e capacidade física e composição corporal. Métodos: Serão conduzidos dois estudos prospectivos, longitudinais e quasi-experimentais, nos quais pacientes com Arterite de Takayasu Juvenil (ATJ) realizarão um programa de treinamento supervisionado (Estudo 1) ou em casa (Estudo 2) ao longo de 16 semanas. O estudo será desenvolvido no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) e no Laboratório de Avaliação e Condicionamento em Reumatologia. Os pacientes serão recrutados nos ambulatórios de Reumatologia Pediátrica do Departamento de Pediatria, da Universidade Federal de São Paulo e do Instituto da Criança da Universidade de São Paulo, e da Unidade de Vasculites do Serviço de Reumatologia HC-FMUSP. A fim de avaliar como um programa de exercício físico atuará sobre a ATJ, serão realizadas as seguintes avaliações pré e pós intervenção: nível de atividade física; avaliação clínica global; antropometria e composição corporal; parâmetros sanguíneos hematológicos e inflamatórios; fatores de risco cardiovascular; capacidade aeróbia; capacidade funcional e fadiga; qualidade de vida; função endotelial e angioressonância magnética. (AU)