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Estudo do inibidor do receptor do fator de crescimento epidérmico gefitinib em linhagem celular de leucemia mieloide aguda

Processo: 17/00775-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2017
Vigência (Término): 30 de junho de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Luciana Yamamoto de Almeida
Beneficiário:Nayara Ferreira de Abreu
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Leucemia mieloide aguda   Fator de crescimento epidérmico   Linhagem celular   Proliferação celular   Diferenciação celular   Mutação

Resumo

Gefitinib é um inibidor do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) que foi originalmente aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) para o tratamento do Carcinoma de pulmão do tipo não-pequenas células (CPNPC). Os trabalhos que avaliam a expressão de EGFR em precursores hematopoiéticos não apresentam resultados unânimes. Por um lado, pacientes portadores de CNPC e Leucemia mieloide aguda (LMA) sincrônicos tratados com gefitinib apresentaram regressão de ambas as neoplasias, ainda que os mieloblastos destes pacientes fossem EGFR negativos. Por outro, recentemente foi demonstrado que em torno de 15% dos pacientes com LMA expressam EGFR em nível proteico e funcionalmente ativo. Mutações no gene NPM1 (Nucleophosmin) correspondem ao tipo mais frequente de alteração genética em pacientes adultos com LMA, ocorrendo em torno de 30%, e são responsáveis pelo bloqueio na diferenciação e por promover a proliferação celular. Recentemente, trabalhos têm demonstrado a eficácia terapêutica da associação de inibidores de EGFR ao ácido all-trans retinóico (ATRA) na reversão do fenótipo indiferenciado de linhagens celulares da LMA, bem como por inibir a proliferação celular. Adicionalmente, um estudo clínico mostrou que a combinação do ATRA a quimioterápicos trouxe benefícios na sobrevida global e livre de recaída de pacientes adultos com LMA e NPM1 mutado. No entanto, não há relatos sobre os possíveis efeitos de inibidores de EGFR combinados a ATRA no tratamento da LMA com mutação em NPM1. Portanto, no presente trabalho, pretendemos avaliar os efeitos decorrentes do tratamento com gefitinib isolado ou associado a ATRA sobre as taxas de proliferação e diferenciação das células de LMA OCI-AML3, as quais apresentam NPM1 mutado. Futuramente, os resultados deste trabalho poderão contribuir a melhoria dos desfechos clínicos de pacientes com LMA que apresentam mutações no gene NPM1. (AU)