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Utilização de resíduos alimentares para a produção de amilases e proteases de Rhizopus microsporus var. oligosporus em fermentação em estado sólido

Processo: 17/02909-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Pedro de Oliva Neto
Beneficiário:Bárbara Castelli Garnica
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Resíduos alimentares   Rhizopus   Amilases   Peptídeo hidrolases   Fermentação

Resumo

Estima-se que mundialmente exista um desperdício anual de 1,3 bilhões de toneladas de alimentos, o equivalente a um terço de todo alimento produzido para consumo. As enzimas amilolíticas e proteolíticas são as mais requisitadas pelas indústrias e representam cerca de 30% e 60% do total de enzimas no mercado mundial, respectivamente. É possível a produção de tais biomoléculas a partir de processos fermentativos por micro-organismos, utilizando resíduos alimentares e agroindustriais como substratos. Os fungos são vantajosos em tais processos por serem fontes de diversas enzimas, tal destaque é direcionado aos da espécie Rhizopus microsporus var. oligosporus, por apresentarem garantia reconhecida de segurança alimentar, tornando possível sua aplicabilidade em vários processos que envolvam alimentos e rações. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo a utilização de resíduos alimentares como substrato para a produção de enzimas amilolíticas e proteolíticas por Rhizopus microsporus var. oligosporus através da Fermentação em Estado Sólido (FES). Para isso será realizada a cinética de produção de amilases e proteases pelo fungo em diferentes tempos de FES, por até 9 dias. Em seguida a produção será otimizada por um delineamento de mistura com restrição do tipo D-optimal empregando como substratos os resíduos alimentares, bagaço de cana-de-açúcar e farelo de trigo, suplementados com uma solução salina de sulfato de amônio, fosfato de potássio monobásico e ureia. As melhores misturas passarão por análises dos efeitos da substituição da solução de sais pela água de maceração de milho como suplementação para a FES. O resíduo sólido após o cultivo otimizado em FES e já com a suplementação com água de maceração de milho, consistirá no substrato não utilizado no primeiro cultivo juntamente com a biomassa crescida, e será submetido a um segundo cultivo através da incubação dele nas condições previamente definidas. Tal procedimento visará à obtenção da máxima produção enzimática a partir do substrato inicial. O resíduo final obtido após o segundo cultivo será caracterizado quimicamente. Ao final, o extrato enzimático produzido será aplicado para a hidrólise das sobras de alimento para liberação de glicose. (AU)