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O Santuário São Sebastião: arquitetura sacra neocolonial em Porto Ferreira (SP)

Processo: 17/10236-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Vladimir Benincasa
Beneficiário:Beatriz Fernanda Carvalho
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Igreja   Monumento histórico   Arte sacra   Arquitetura religiosa   História da arquitetura

Resumo

Trata de reconhecer e compreender os elementos arquitetônicos e artísticos do Santuário São Sebastião, em Porto Ferreira, cidade paulista nascida no final do século XIX, quando já instaurada a República e deliberada a laicização do Estado. Sua primeira igreja matriz, financiada sobretudo pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro e pela Câmara Municipal de Descalvado (comarca a qual pertenceu a freguesia de Porto Ferreira até o ano de 1892), foi construída em 1886, há uma década da emancipação político-administrativa do município, tendo como orago São Sebastião. Esse primeiro templo durou 65 anos e abrigava pouco mais de 200 fieis. Foi demolido no início da década de 1950, quando o crescimento industrial e a decorrente chegada de migrantes conduziam o desenvolvimento da "Capital da Cerâmica", como é conhecida a cidade. Da velha igreja restou apenas a pia batismal de mármore e inúmeras imagens de santos, usadas ainda hoje em procissões e novenas. Substituindo-a, a Nova Igreja Matriz foi consagrada antes mesmo do fim de sua construção, em novembro de 1953, pelo bispo de Campinas, Dom Paulo de Tarso Campos. Com capacidade para 600 pessoas, três vezes maior que a anterior, e com projeto de Benedito Calixto de Jesus Neto, foi concluída em 1962, ao ser finalizada a pintura ao fundo do altar, obra do bolonhês Antonio Maria Nardi. Em novembro de 2013, a igreja foi elevada a Santuário por Dom Vilson Dias de Oliveira, bispo de Limeira, por sua riqueza artística e pelos relatos de graças obtidas por intercessão de São Sebastião. Bruno Zevi defende a descrição crítica dos monumentos precedida pelo estudo de quatro pressupostos: os sociais, os intelectuais, os técnicos e o figurativo/estético. Associados, um a um, à singularidade dos contextos, juntos formam o arcabouço que permite revelar significados para além da materialidade arquitetônica, arcabouço que fundamenta a análise subsequente - urbanística, volumétrica, dos elementos decorativos, da arquitetura e da escala. A partir desses elementos, pretende-se proceder à compreensão, ao levantamento, à análise do objeto, chegando-se às conclusões finais. (AU)