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Individualidade biológica humana versus variáveis do treinamento de força: o que realmente importa para a hipertrofia muscular?

Processo: 16/24259-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2017
Vigência (Término): 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Cleiton Augusto Libardi
Beneficiário:Felipe Romano Damas Nogueira
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/13064-0 - Respostas individuais da síntese de proteína muscular à modulação de variáveis de treinamento de força, BE.EP.PD
Assunto(s):Sistema musculoesquelético   Músculo esquelético   Expressão gênica   Fisiologia do exercício

Resumo

O treinamento de força (TF) é amplamente recomendado para prevenir ou atenuar a obesidade, diabetes tipo 2 e outras comorbidades, evitando a morte prematura. No entanto, vários aspectos envolvidos no TF e os mecanismos que são afetados com cada sessão de TF durante várias semanas não são bem compreendidos, o que impede uma prescrição de TF que possibilite fornecer um estímulo para promover contínuos e otimizados ganhos de força e massa muscular (i.e., hipertrofia muscular) em humanos. Nosso grupo tem investigado com êxito (financiamentos FAPESP) alguns dos mecanismos envolvidos na hipertrofia induzida por TF, tais como a relação entre a síntese integrada de proteínas miofibrilares após sessão de TF, o dano e hipertrofia muscular em diferentes fases do TF em homens jovens. Na presente proposta, buscamos progredir e continuar a compreensão dos mecanismos envolvidos no TF visando uma prescrição que forneça os melhores estímulos para a promoção da saúde humana e melhorar o desempenho. Nesse sentido, um dos aspectos mais importantes do TF que está longe de ser compreendido é como fornecer um estímulo adequado do TF para maximizar a hipertrofia muscular induzida por TF individualmente, uma vez que a variabilidade biológica humana de resposta ao TF é ampla. Portanto, uma importante pergunta ainda sem resposta é: é importante manipular variáveis do TF (e.g., intensidade, número de séries, repetições, tipo de contração, pausa entre séries) quando este é realizado até a falha muscular; ou a falha é realmente suficiente para maximizar os ganhos independentes de outras modulações do TF e a capacidade individual de se adaptar é a chave para compreender a variabilidade na hipertrofia muscular? Isso permitiria inferir se a magnitude do ganho de massa muscular é dependente do tipo estímulo do TF ou esse ganho está relacionado a capacidade biológica do indivíduo, independente do tipo de estímulo do TF quando este é realizado até a falha muscular. Os objetivos do presente estudo são: 1) entender se o TF realizado até a falha muscular é suficiente para promover uma resposta hipertrófica maximizada intra-indivíduo, ou se manipulações nas variáveis do TF produzem um efeito maior na hipertrofia muscular do que uma progressão individualizada do volume de TF quando todos os treinos são realizadas até a falha muscular; 2) se diferenças inter-indivíduos na responsividade ao TF (em comparação à modulação de variáveis do TF) poderiam explicar a variabilidade na hipertrofia muscular; e 3) se variabilidade biológica individual humana pode ser explicada por mecanismos sugeridos anteriormente, como alterações na quantidade de células satélite, quantidade de mionúcleos e na expressão gênica. Para isso, propomos 10 semanas de TF unilateral (2·semana-1) em homens jovens treinados para analisar a responsividade individual biológica frente à diferentes paradigmas de TF até a falha muscular (progressão individual do TF (IRT) - perna 1; TF aleatório (RRT) - perna 2). O IRT servirá como um controle interno, pois baseia-se na capacidade individual de progredir o TF até a falha muscular. Este será comparado intra-indivíduo com a perna RRT, que irá realizar aleatoriamente diferentes tipos de TF também até a falha muscular, porém variando intensidade, número de séries, tipo de TF (exercício excêntrico) e pausa entre séries. Nossa hipótese é que quando o TF é projetado para permitir 'real' fadiga de fibras musculares, as respostas hipertróficas intra-indivíduo são maximizadas, independente de manipulações de variáveis do TF. Em adição, a individualidade biológica explicará a variabilidade na hipertrofia muscular decorrente do TF entre os indivíduos. Isso será explicado pelo número de células satélites e mionúcleos, e a expressão gênica diferencialmente modulados em alto e baixos respondedores (i.e., os indivíduos que apresentarem maior e menor hipertrofia muscular), independentemente do tipo de TF até a falha muscular realizado.

Publicações científicas (6)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DAMAS, FELIPE; ANGLERI, VITOR; PHILLIPS, STUART M.; WITARD, OLIVER C.; UGRINOWITSCH, CARLOS; SANTANIELO, NATALIA; SOLIGON, SAMUEL D.; COSTA, LUIZ A. R.; LIXANDRAO, MANOEL E.; CONCEICAO, MIGUEL S.; LIBARDI, CLEITON A. Myofibrillar protein synthesis and muscle hypertrophy individualized responses to systematically changing resistance training variables in trained young men. Journal of Applied Physiology, v. 127, n. 3, p. 806-815, SEP 2019. Citações Web of Science: 1.
ALVAREZ, IEDA FERNANDA; DAMAS, FELIPE; PIRES DE BIAZON, THAIS MARINA; MIQUELINI, MAIARA; DOMA, KENJI; LIBARDI, CLEITON AUGUSTO. Muscle damage responses to resistance exercise performed with high-load versus low-load associated with partial blood flow restriction in young women. European Journal of Sport Science, v. 20, n. 1 MAY 2019. Citações Web of Science: 0.
DAMAS, FELIPE; BARCELOS, CINTIA; NOBREGA, SANMY R.; UGRINOWITSCH, CARLOS; LIXANDRAO, MANOEL E.; SANTOS, LUCAS M. E. D.; CONCEICAO, MIGUEL S.; VECHIN, FELIPE C.; LIBARDI, CLEITON A. INDIVIDUAL MUSCLE HYPERTROPHY AND STRENGTH RESPONSES TO HIGH VS. LOW RESISTANCE TRAINING FREQUENCIES. JOURNAL OF STRENGTH AND CONDITIONING RESEARCH, v. 33, n. 4, p. 897-901, APR 2019. Citações Web of Science: 3.
DAMAS, FELIPE; UGRINOWITSCH, CARLOS; LIBARDI, CLEITON A.; JANNIG, PAULO R.; HECTOR, AMY J.; MCGLORY, CHRIS; LIXANDRAO, MANOEL E.; VECHIN, FELIPE C.; MONTENEGRO, HORACIO; TRICOLI, VALMOR; ROSCHEL, HAMILTON; PHILLIPS, STUART M. Resistance training in young men induces muscle transcriptome-wide changes associated with muscle structure and metabolism refining the response to exercise-induced stress. EUROPEAN JOURNAL OF APPLIED PHYSIOLOGY, v. 118, n. 12, p. 2607-2616, DEC 2018. Citações Web of Science: 2.
DAMAS, FELIPE; LIBARDI, CLEITON A.; UGRINOWITSCH, CARLOS. The development of skeletal muscle hypertrophy through resistance training: the role of muscle damage and muscle protein synthesis. EUROPEAN JOURNAL OF APPLIED PHYSIOLOGY, v. 118, n. 3, p. 485-500, MAR 2018. Citações Web of Science: 22.
DAMAS, FELIPE; LIBARDI, CLEITON A.; UGRINOWITSCH, CARLOS; VECHIN, FELIPE C.; LIXANDRAO, MANOEL E.; SNIJDERS, TIM; NEDERVEEN, JOSHUA P.; BACURAU, ALINE V.; BRUM, PATRICIA; TRICOLI, VALMOR; ROSCHEL, HAMILTON; PARISE, GIANNI; PHILLIPS, STUART M. Early- and later-phases satellite cell responses and myonuclear content with resistance training in young men. PLoS One, v. 13, n. 1 JAN 11 2018. Citações Web of Science: 8.

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