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Pequenos roedores do Holoceno do Nordeste do Rio Grande do Sul, Brasil: mudanças na diversidade através do tempo e reconstrução paleo-ambiental

Processo: 16/20693-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado Direto
Vigência (Início): 16 de outubro de 2017
Vigência (Término): 15 de abril de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Alexandre Reis Percequillo
Beneficiário:Paulo Ricardo de Oliveira Roth
Supervisor no Exterior: Jessica Lynn Blois
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of California, Merced (UC Merced), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:14/19126-7 - Pequenos roedores holocênicos do Nordeste do Rio Grande do Sul: descrevendo comunidades e suas respostas ante a mudanças ambientais, BP.DD
Assunto(s):Sigmodontinae   Echimyidae

Resumo

A preservação de pequenos vertebrados como fósseis ou semifosseis é extremamente raro porque é necessária a congruência de fatores químicos, físicos e biológicos para evitar a destruição de ossos e dentes no processo de decomposição e intempéries. Apesar de raros, estes testemunhos são encontrados com alguma frequência em escavações em abrigos sob rocha ou cavernas. Representam uma janela para as faunas do passado e seus habitats uma vez que pequenos mamíferos possuem diferentes exigências ambientais e algumas espécies ocupam nichos bastante específicos. A identificação de comunidades do passado também favorecem o entendimento da história ambiental e climática de uma região. A disponibilidade de remanescentes de comunidades pretéritas também é uma oportunidade única para, através de análises morfológicas, investigar as respostas das populações ante as mudanças climáticas e ambientais e entender o atual padrão de distribuição das espécies. Além disso, quando o remanescentes não estão completamente mineralizados, existe a extraordinária oportunidade para acessar informações genéticas para investigar relacionamentos filogenéticos com populaçoes recentes ou outras espécies. Reuni 13.617 de ossos de pós-crânio (inteiros ou quebrados) e 1.484 partes de crânio e dentes de pequenos roedores obtidos de dois sítios arqueológicos no nordeste do Rio Grande do Sul os quais datam entre 12.430 e 1.390 anos antes do presente. Nesta amostra foram identificados 30 táxons entre os quais tres estão localmente extintos (Gyldenstolpia cf. fronto, Necromys cf. obscurus e Pseudoryzomys simplex) e dois não possuem representantes atuais (Clyomys cf. riograndensis e Dicolpomys fossor). Com estas amostras objetivo reconhecer a diversidade de pequenos roedores em diferentes períodos do Holoceno baseando as interpretações em análises descritivas e de estimativas de riqueza, regularidade e abundância. Estes dados, juntamente com informações dos isótopos estáveis, vai permitir-me inferir os habitats e como estes mudaram ao longo do tempo. Também pretendo empreender métodos de extração em ossos em táxons raros e extintos e realizar análises filogenéticas. Para alcançar esses objetivos a minha melhor oportunidade para obter esses novos conhecimento é no Blois Paleoecology Lab (UC Merced/ CA) com a Dra. Jessica Blois. Ela possui experiência em interpretar relações entre mudanças climáticas e mudanças na composição nas comunidades de fauna. Além disso, seu laboratório e membros estão aperfeiçoando método de extração de aDNA e certamente poderei me beneficiar com conhecimento que estão produzindo.