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Os efeitos da distribuição de riqueza na atividade econômica: extensões ao modelo básico

Processo: 17/14763-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 12 de setembro de 2017
Vigência (Término): 12 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Crescimento, Flutuações e Planejamento Econômico
Pesquisador responsável:Laura Barbosa de Carvalho
Beneficiário:Eduardo Lederman Rawet
Supervisor no Exterior: Marc Lavoie
Instituição-sede: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Université Paris 13 - Nord, França  
Vinculado à bolsa:16/18755-6 - Os efeitos da concentração de riqueza na atividade econômica: uma análise teórica inspirada no Brasil, BP.MS
Assunto(s):Riqueza

Resumo

A despeito da distribuição de renda e sua relação com o crescimento econômico ser um objeto antigo da economia, como em Smith, Ricardo e Marx, a distribuição de riqueza foi marginalizada na literatura econômica. Contudo, em um contexto em que os mais ricos passam a se apropriar cada vez mais da riqueza, como destaca Piketty (2014), esta variável passa a tornar-se imprescindível para compreender melhor a dinâmica econômica. Destaca-se a importância do setor financeiro nesta questão. De acordo com Krippner (2005) a proporção do lucro financeiro no total da indústria dobrou dos anos 1980 até o início dos anos 2000. No Brasil, de acordo com dados da Ambima 35% a riqueza financeira é aproximadamente 35% do PIB. Contudo, apenas 0,1% das pessoas possuíam 30% desta riqueza. Como apresentado por Taylor et al (2014,2015) e Piketty et al (2017) políticas públicas que elevam a renda dos mais pobres ou que tributem os salários dos mais ricos teriam efeito reduzido na queda da desigualdade de renda, uma vez que o percentil mais rico tem como principal fonte de renda propriedades e dividendos. O mesmo ocorre no caso brasileiro, como destacado Medeiros et al (2015) e Castro e Medeiros (2016). Por mais que a distribuição pessoal da renda dos salários tenha aumentado no início do século, ao incluir os rendimentos da riqueza, a desigualdade de renda brasileira não se alterou durante os anos 2000. O modelo desenvolvido neste trabalho busca avaliar como a distribuição de riqueza afeta a demanda agregada, o crescimento econômico assim como as demais variáveis distributivas. Para avaliar essa distribuição, o modelo básico conta com três classes, duas delas que conflitam a renda de salários e uma terceira que ficará com os lucros redistribuídos. Duas dessas classes poupam parte da sua renda e alocam parte de sua poupança em títulos públicos. Além disso, as firmas tomam decisões de investimento de acordo com a função Kalecki-Steindl. Por fim, o governo arrecada impostos a partir dos salários, dos rendimentos dos títulos, dos lucros redistribuídos, e da riqueza e tem uma meta de déficit (superávit) primário, afetando a economia. O modelo estendido, objetivo desse projeto é aprimorar o setor governo e incluir o setor bancário. O primeiro permitirá distinguir o Tesouro com o Banco Central. Por um lado isso permitirá avaliar como impostos, choques de transferências e choques fiscais afetarão outras variáveis. Por outro lado o melhor tratamento do Banco Central permitirá uma melhor percepção de aspectos monetários. Ao introduzir o setor bancário, consumo e investimento serão afetados pelo crédito. Isso mudará o nível de utilização de capacidade assim como o crescimento econômico. Além disso, o credito afetará as variáveis distributivas do modelo, uma vez que a classe credora receberá pagamentos de juros da classe credora.

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