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Comparação dos parâmetros hematológicos de cobaios (Cavia porcellus) naturalmente infectados, via carrapatos, por Rickettsia sp. cepa Mata Atlântica frente a uma infecção secundária por Rickettsia rickettsii, agente da Febre Maculosa Brasileira em humanos

Processo: 17/01708-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2017
Vigência (Término): 31 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Felipe da Silva Krawczak
Beneficiário:Heytor Henrique Garcia Borges
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Rickettsia rickettsii   Amblyomma ovale   Febre maculosa   Hematologia veterinária

Resumo

A Febre Maculosa Brasileira (FMB) é considerada uma doença reemergente no Brasil, apresentando grande impacto para a saúde pública, devido à dificuldade de diagnóstico e a alta letalidade em casos humanos, não tratados precocemente, a taxa de letalidade desta riquetsiose no Brasil fica entre 30 e 40%. Esta doença é uma zoonose de caráter endêmico, causada pela Rickettsia rickettsii e transmitida por artrópodes vetores ao homem e a outros vertebrados. Os carrapatos Amblyomma aureolatum e Amblyomma sculptum (publicado como Amblyomma cajennense) são os vetores de R. rickettsii para humanos no Brasil. Recentemente, foi relatada a presença de uma nova cepa causadora de riquetsiose humana no Brasil, pertencente ao grupo da febre maculosa (GFM), diferente das demais riquetsioses conhecidas mundialmente. Este novo agente etiológico vem sendo chamado de Rickettsia parkeri cepa Mata Atlântica. Nestes casos não foram registrados óbitos e os quadros apresentaram uma menor severidade. Pesquisas demonstram que o carrapato Amblyomma ovale é o vetor desta nova cepa em regiões de Mata Atlântica e que 3,6 a 16,7% dos carrapatos A. ovale, coletados em áreas do bioma Mata Atlântica nos estados de SP, RS e SC estavam infectados com Rickettsia sp. cepa Mata Atlântica. Trabalhos recentemente desenvolvidos nos EUA e Costa Rica relatam resultados interessantes onde cobaios (Cavia porcellus) expostos a R. rickettsii não adoeceram e nem tiveram riquetsemia quando desafiados previamente por R. amblyommii. As riquétsias possuem características de parede celular, as quais podem originar reações imunológicas cruzadas entre as riquétsias do GFM. Diante dessas informações e do risco que a R. rickettsii, agente da FMB, apresenta para a sociedade, esse estudo tem como objetivo avaliar se uma primo infecção natural, via carrapatos, por Rickettsia sp. cepa Mata Atlântica diminuiria as alterações hematológicas nos cobaios (C. porcellus) frente a uma infecção secundária por R. rickettsii, podendo os resultados serem extrapolados para humanos. (AU)