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Ativação de Macrófagos M1/M2 pela eferocitose de células apoptóticas infectadas

Processo: 17/04786-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2017
Vigência (Término): 17 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Alexandra Ivo de Medeiros
Beneficiário:Ana Carolina Guerta Salina
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/01622-9 - Ação de LTB4 na remoção de células apoptóticas infectadas durante infecção de pele por staphylococcus aureus em camundongos diabéticos, BE.EP.DR
Assunto(s):Klebsiella pneumoniae   Ativação de macrófagos   Streptococcus pneumoniae

Resumo

Quadros infecciosos são caracterizados pela intensa migração de células, tais como neutrófilos e monócitos, para o tecido afetado na tentativa de conter a proliferação bacteriana. Estas células após exercerem suas funções efetoras entram em processo de morte celular, resultando em um intenso acúmulo de células apoptóticas infectadas no tecido. A fagocitose dessas células apoptóticas, denominada eferocitose, é um processodinâmico e de fundamental importância para a homeostase dos tecidos após a lesão tecidual. Os fagócitos, dentre estes os macrófagos, são importantes tanto na defesa contra microrganismos como na remoção destas células apoptóticas.Existem ao menos duas populações de macrófagos, M1 (pró-inflamatório) e M2 (anti-inflamatório), que diferem-se quanto ao estado de ativação e função imunológica, em resposta a interação com estímulos antigênicos e/ou fatores solúveis presentes nomicroambiente. Até o momento, pouco se sabe sobre o efeito da fagocitose de células apoptóticas infectadas e não infectadas na diferenciação destas subpopulações de macrófagos M1/M2. Sabe-se que a fagocitose de células apoptóticas estéreis por macrófagos peritoneais e linhagem de macrófagos leva a uma inibição na expressão deiNOS e TNF-± e o aumento da expressão de Arginase-1, IL-4, IL-13, IL-10 e TGF-², ouseja, um perfil de polarização M2. Por outro lado, dados preliminares obtidos por nosso grupo sugerem que a fagocitose de diferentes fontes de células apoptóticas infectadas, Streptococcus pneumoniae ou Escherichia coli, resulta na diferenciação em macrófagos com perfil misto (M1/M2) e M1, respectivamente. Portanto, a hipótese deste estudo é que a eferocitose de células infectadas combactérias Gram positivas ou Gram negativas desencadeia uma regulação diferencial daproteína SOCS que influenciará na ativação M1/M2 de macrófagos de maneira dependente dos fatores de transcrição STAT. (AU)