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Venenos de serpentes do gênero Bothrops: impacto da glicosilação na complexidade dos proteomas e função de toxinas

Processo: 17/09929-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de agosto de 2017
Vigência (Término): 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Solange Maria de Toledo Serrano
Beneficiário:Carolina Brás Costa
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07467-1 - CeTICS - Centro de Toxinas, Imuno-Resposta e Sinalização Celular, AP.CEPID
Assunto(s):Proteômica   Venenos de serpentes   Bothrops   Proteoma   Toxinas   Glicosilação   Espectrometria de massas

Resumo

A variabilidade estrutural é uma característica de venenos de serpentes, e a glicosilação é uma das principais modificações pós-traducionais que contribui para a diversificação de seus proteomas. Estudos recentes de nosso grupo, sobre o papel da glicosilação nos eventos de especiação de venenos no gênero Bothrops, sugerem sua conservação, em paralelo com outros marcadores moleculares que determinam sua classificação filogenética, durante a evolução. Nesse contexto, este estudo tem por objetivo principal analisar comparativamente os glicoproteomas de nove venenos do gênero Bothrops (B. cotiara, B. insularis, B. jararaca, B. moojeni, B. neuwiedi, B. jararacussu, B. erythromelas, B. atrox e B. fonsecai). As abordagens glicoproteômicas envolverão a cromatografia de afinidade utilizando as lectinas SNA (de Sambucus nigra) e MAL I (de Maackia amurensis), que mostram afinidade por unidades de ácido siálico nas posições alfa-2,6 e alfa-2,3, respectivamente, e PHA-E (de Phaseolus vulgaris) que reconhece N-acetilglucosamina, além da identificação de proteínas por espectrometria de massas. Baseando-se em resultados anteriores de nosso grupo, que mostraram o reconhecimento de fosfolipases A2, que não são glicosiladas, pelas lectinas concanavalin A, wheat germ agglutinin e peanut agglutininin, será analisada, por espectrometria de massas, a interação de fosfolipases A2 (de caráter ácido e básico) isoladas de venenos botrópicos com estas lectinas, para identificar os sítios de interação. Ainda, considerando que metaloproteinases e serinoproteinases são componentes importantes no quadro de envenenamento botrópico, e que estas classes de enzimas contêm diversos sítios de glicosilação, será avaliado o papel das unidades de ácido siálico na atividade proteolítica das mesmas. Esse projeto permitirá uma avaliação mais profunda da importância da glicosilação na evolução de venenos de serpentes. (AU)