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Comportamento e relação da TAK1, Cyld e do complexo ITCH durante a evolução do infarto experimental

Processo: 17/08893-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2017
Vigência (Término): 31 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Marcos Ferreira Minicucci
Beneficiário:Maisa Ayumi Kimura
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Expressão de proteínas   Infarto do miocárdio   Insuficiência cardíaca   Cardiologia

Resumo

Após o o infarto agudo do miocárdio (IAM) ocorrem alterações na arquitetura ventricular cardíaca tanto da área infartada quanto da não infartada, processo conhecido como remodelação cardíaca (RC). Diversos fatores estão associados com a RC após o IAM e dentre eles destaca-se o processo inflamatório e o sistema imunológico. É interessante observarmos que uma reação inflamatória exagerada na fase inicial após o IAM está associada a RC e ao pior prognóstico. No entanto, estudos clínicos que avaliaram o efeito de drogas anti-inflamatórias e de drogas anti-TNF-alfa após o IAM não mostraram benefícios. Os resultados desses estudos sugerem a importância da inflamação para a reparação do miocárdio lesado, e que sua supressão, pelo mesmo na fase aguda, pode levar a piores desfechos. Logo, o melhor entendimento da inflamação após o infarto é fundamental. Nesse sentido é importante destacarmos o papel da TGF-beta quinase ativada-1 (TAK1). A TAK1 é membro da família das proteínas ativadas por mitógenos 3 quinase e foi identificada originalmente em 1995 como uma proteína quinase ativada pelo TGF-beta e pela proteína morfonegética óssea. No entanto, estudos mais recentes mostram seu papel fundamental na regulação das vias de sinalização da resposta imune e inflamatória, via regulação do fator transcricional kB (NF-kB) e da proteína ativadora 1 (AP-1). Existem diversas alterações pós-translacionais que podem modular a ativação da TAK1, entre elas a ubiquitinação. A Cyld e o complexo ITCH (Cyld-itchy E3 ligase) são proteínas que previnem a ativação da TAK1 por promover sua desubiquitinação. No entanto, o comportamento da TAK1 em uma fase mais tardia da remodelação pós-infarto e sua relação com o complexo ITCH e com a Cyld ainda não foram estudados. Mediante ao exposto acreditamos que a expressão da TAK1 vai estar aumentada nas fases iniciais após o IAM, e que esta deve diminuir, mas permanecer elevada na fase crônica. Além disso, acreditamos que a expressão da Cyld e do complexo ITCH vão estar reduzidos nas fases iniciais e irão aumentar na fase crônica após o infarto. (AU)