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Eferocitose de linfócitos induzida pela saliva de Aedes aegypti: utilização do sistema CRISPR/Cas9 para o estudo dos mecanismos envolvidos

Processo: 16/16095-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2017
Vigência (Término): 30 de setembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Anderson de Sá Nunes
Beneficiário:Bruna Bizzarro
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Saliva   Repetições palindrômicas curtas agrupadas e regularmente espaçadas   Células dendríticas   Aedes aegypti   Apoptose

Resumo

A saliva de fêmeas do Aedes aegypti é composta por uma mistura de moléculas que participam do combate ao sistema hemostático e ao sistema imune dos hospedeiros no momento do repasto sanguíneo, facilitando a ingestão de sangue e inibindo fatores que podem impedir uma alimentação adequada. Os patógenos podem se aproveitar dessa peculiaridade da saliva para se estabelecer no hospedeiro e causar doenças. Dentre as atividades encontradas na saliva desse vetor está uma rápida, potente e seletiva atividade citotóxica sobre linfócitos descrita recentemente por nosso grupo, mediada por uma molécula presente somente na saliva de fêmeas dessa espécie. É possível que, in vivo, o acúmulo de células apoptóticas no tecido resulte na fagocitose destas células por fagócitos especializados como macrófagos e células dendríticas, processo denominado eferocitose, causando a supressão de células do sistema imune do hospedeiro. Neste projeto, nos propomos a estudar o papel da eferocitose como consequência da atividade citotóxica presente na saliva de A. aegypti. Além disso, pretendemos utilizar o sistema CRISPR/Cas9 para gerar uma linhagem de mosquitos transgênicos cuja saliva não possui a molécula descrita com potencial citotóxico para linfócitos e assim, observar o seu papel no repasto sanguíneo e na fecundidade do mosquito. Esses estudos podem gerar o conhecimento necessário sobre as características do microambiente criado pela saliva no momento da picada e permitir futuros estudos para gerar novas alternativas no combate do mosquito e dos patógenos transmitidos por esses vetores.