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Juízes-historiadores: os julgamentos a serviço da História por Ministros do STF atuantes no IHGB (1870-1949)

Processo: 17/09287-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 09 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - Teoria e Filosofia da História
Pesquisador responsável:Hélio Rebello Cardoso Júnior
Beneficiário:Aline Michelini Menoncello
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/23387-4 - O ato histórico de julgar: por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atuantes no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) (1870-1949), BE.EP.DR
Assunto(s):Juizes

Resumo

O projeto apresentado abaixo está inserido na História da historiografia - uma área que a cada ano agrega mais pesquisadores que investigam as experiências dos homens no tempo, problematizando a escrita, a linguagem e os conceitos. O estudo, ora apresentado, tem como objetivo compreender os juízos históricos de nove ministros do Supremo Tribunal Federal que atuaram no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro entre 1870 e 1949, a saber, Tristão de Alencar Araripe, Olegário Herculano de Aquino e Castro, José Hygino Duarte Pereira, Antônio Joaquim de Macedo Soares, Rodrigo Octávio de Langaard Menezes, Pedro Augusto Carneiro Lessa, Augusto Olympio Viveiros de Castro, João Martins de Carvalho Mourão e Annibal Freire da Fonseca. Tal intento será alcançado a partir da análise das atas das reuniões do Instituto, dos artigos publicados na Revista do IHGB e das obras jurídicas e históricas desses autores. Esse corpus documental possibilitará investigar uma forma singular de ser historiador, o Juiz-Historiador, em um tempo histórico que as duas áreas de saber estreitaram seus laços. Além disso, o material selecionado será interrogado para dele extrair as preocupações teóricas, jurídicas, políticas e sociais dos juízes e verificar como essas questões reverberaram na construção de seus textos históricos. Por fim, busca-se compreender a utilidade que atribuíram à História por meio dos julgamentos do passado formulados por esses juízes. São fundamentais para essa pesquisa a problematização da categoria obra oferecida por Michel Foucault, da operação historiográfica desenvolvida por Michel de Certeau e do regime de historicidade, a ferramenta heurística cunhada por François Hartog. (AU)