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Diversidade genética e domesticação de piquiás (Caryocar villosum) originados em mata e quintais na Floresta Nacional do Tapajós

Processo: 17/04868-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2017
Vigência (Término): 31 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal - Conservação da Natureza
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Elizabeth Ann Veasey
Beneficiário:Ana Flávia Francisconi
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Diversidade genética   Repetições de microssatélites   Domesticação

Resumo

A domesticação de plantas é um processo coevolutivo, envolvendo a seleção e propagação humana de fenótipos de interesse, podendo resultar em mudanças morfológicas e genéticas, distinguindo as plantas domesticadas de seus progenitores selvagens. Na Amazônia, a seleção de espécies é datada do final do Pleistoceno e início do Holoceno, havendo pelo menos 83 espécies de plantas nativas com populações com algum grau de domesticação. O piquiá (Caryocar villosum) possivelmente apresenta populações incipientemente domesticadas na região do baixo Rio Tapajós, sendo utilizado por populações tradicionais, principalmente para fins alimentícios e medicinais. Na Floresta Nacional (FLONA) do Tapajós os ribeirinhos selecionam, plantam e manejam piquiás em seus quintais, propagando sementes e favorecendo árvores que apresentam frutos adocicados. Por outro lado, a polinização da espécie feita por morcegos pode estar garantindo que o fluxo gênico seja contínuo entre indivíduos selecionados (presente nos quintais) e de mata. Assim, esse projeto se propõe a caracterizar, utilizando marcadores microssatélites, a diversidade e a estrutura genética e espacial dos piquiás de quintais e de mata em duas comunidades da FLONA do Tapajós, verificando o grau de domesticação das populações. Serão avaliados 26 piquiás de quintais e 110 de mata, utilizando parâmetros de diversidade genética. A estrutura genética será avaliada utilizando análises bayesianas, com o software Structure e através do DAPC, e por análises de agrupamento e AMOVA. Propõe-se também fazer a delimitação geográfica entre as duas possíveis sub-populações de piquiás (mata e quintais) com o uso do pacote Geneland. A estrutura genética espacial será avaliada em três níveis: (1) entre os genótipos de piquiás de mata (2) entre os piquiás de quintais, e (3) entre todos os piquiás estudados, verificando se há maior similaridade entre vizinhos e avaliando o fluxo gênico. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
Diversidade, estrutura genética e domesticação de piquiazeiros (Caryocar villosum) em duas localidades da Amazônia brasileira. 2018. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Piracicaba.

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