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Avaliação do impacto do transplante de células-tronco hematopoéticas sobre os aspectos vasculares da esclerose sistêmica

Processo: 17/09420-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Maria Carolina de Oliveira Rodrigues
Beneficiário:Marianna Yumi Kawashima Vasconcelos
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Escleroderma sistêmico   Transplante de células-tronco hematopoéticas

Resumo

A esclerose sistêmica (ES) é uma doença reumática que provoca fibrose progressiva da pele, podendo afetar órgãos internos. Apresenta alta morbi-mortalidade, e nos casos graves, onde o envolvimento cutâneo é difuso, ou nos quais existe acometimento de pulmões, coração ou rins, a mortalidade pode atingir 30 a 50% em cinco anos, mesmo com tratamento imunossupressor convencional. O transplante autólogo de células-tronco hematopoéticas (TCTH) é uma alternativa terapêutica ainda experimental que tem se mostrado eficaz em controlar a progressão e, mesmo, reverter algumas das manifestações da doença. Recentemente, estudos clínicos têm demostrado que o TCTH é superior aos tratamentos convencionais, proporcionando maior sobrevida, maior controle da progressão da doença e melhora da qualidade de vida dos pacientes. Entretanto, apesar do benefício clínico constatado, ainda restam dúvidas sobre os mecanismos de ação e sobre o potencial terapêutico do TCTH. A esclerose sistêmica apresenta importante componente vascular em sua patogênese, caracterizado pelo fenômeno de Raynaud, úlceras digitais, hipertensão arterialpulmonar e nefropatia vascular. Tais manifestações correlacionam-se com a severidade da doença, com pior qualidade de vida e menor sobrevida. O presente projeto visa, portanto, avaliar prospectivamente o impacto do TCTH sobre os aspectos vasculares da esclerose sistêmica. Serão avaliados, antes e em dois períodos após o transplante (6 e 12 meses), níveis de moléculas de adesão, coagulação e agregação plaquetária, inflamação e stress oxidativo. Os resultados serão comparados àqueles de um grupo controle saudável.