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Contracondutas femininas: norma e transgressão na escrita de Júlia Lopes de Almeida

Processo: 17/09825-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Luzia Margareth Rago
Beneficiário:Gabriela Simonetti Trevisan
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Subjetividade   Feminismo   Literatura

Resumo

Em diálogo com outras mulheres de sua época, como escritoras, médicas, militantes feministas e anarquistas, a literata carioca Júlia Lopes de Almeida (1862-1934) traz uma dimensão crítica feminista em sua escrita. Nesta pesquisa, preocupo-me com as transgressões das personagens femininas dessa autora nos romances A família Medeiros (1893), A viúva Simões (1897), A falência (1901), Cruel amor (1911), Correio da roça (1913) e A Silveirinha (1914). Abordo essas resistências utilizando-me do conceito de "contracondutas", de Michel Foucault, isto é, a busca por formas outras de se conduzir, desviando da normatividade social, e foco em três temáticas de relevo nessas histórias: a "ideologia da domesticidade", o desejo e a amizade feminina. Além da noção de contracondutas, analiso esses livros a partir da ideia de "dispositivo da sexualidade", também de Foucault, tendo por foco as linhas de fuga dessas personagens às capturas dos corpos e comportamentos femininos instituídos por discursos médicos e jurídicos entre o século XIX e início do XX. Referencio-me também pelos trabalhos de teóricas feministas que discutem a instituição do saber científico e a constituição das subjetividades femininas.

Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (1 total):
Nexo Jornal: Como o feminismo aparece na obra de Júlia Lopes de Almeida (03/Set/2020)