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Exposição às frações fina e grossa do material particulado e internações por doenças respiratórias em crianças

Processo: 17/04061-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2017
Vigência (Término): 30 de junho de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Pesquisador responsável:Luiz Fernando Costa Nascimento
Beneficiário:Fabio Santos Silveira
Instituição-sede: Instituto Básico de Biociências (IBB). Universidade de Taubaté (UNITAU). Taubaté , SP, Brasil
Assunto(s):Crianças   Doenças respiratórias   Poluição do ar   Material particulado   São José do Rio Preto (SP)

Resumo

Estudos científicos comprovam que a poluição do ar é prejudicial à saúde do ser humano. Sabe-se também que as crianças são ainda mais sensíveis à poluição do que o adulto, em decorrência da imaturidade de seu sistema imunológico, entre outras causas. O aumento do número de internações em hospitais públicos em decorrência da poluição do ar gera custos e eleva os gastos públicos que poderiam ser alocados para outras áreas de urgência. Contudo, é escasso o número de estudos analisando esse efeito em cidades de médio porte. O presente estudo tem como objetivo identificar o papel da exposição às frações fina e grossa do material particulado nas internações por doenças respiratórias (Cid-10- J00.0 a J99.9) em crianças com menos de 9 anos, na cidade de São José do Rio Preto, analisando qual fração é mais prejudicial à saúde. Após, será quantificado o custo que essas internações acarretam para o sistema público de saúde, a fim de entender a relação entre a diminuição da concentração dos materiais particulados e redução dos custos. Assim, será possível avaliar quanto o município poderia economizar caso qualidade do ar seja melhorada. Será realizado um estudo ecológico de séries temporais, tendo como fonte de dados o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB), com faixas etárias até 9 anos, em todos os gêneros, no período de 01.01.2015 a 30.06.2016. Para analisar a associação entre exposição aos poluentes e número de internações será utilizado o modelo linear generalizado da Regressão de Poisson. Defasagens de até 7 dias serão consideradas uma vez que os efeitos da exposição aos poluentes podem demorar mais de um dia para causar sintomas. Modelos com um poluente isolado e com todos poluentes simultaneamente serão desenvolvidos e ajustados por O3, NO2, temperatura, umidade relativa do ar, dias da semana e tendência de longa duração. Será estimada a redução dos custos das internações caso as concentrações destes poluentes diminuíssem. (AU)