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Febre amarela: risco de transmissão em função de alterações do clima e da paisagem

Processo: 17/11666-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Jean Paul Walter Metzger
Beneficiário:Paula Ribeiro Prist
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/23457-6 - Projeto interface: relações entre estrutura da paisagem, processos ecológicos, biodiversidade e serviços ecossistêmicos, AP.BTA.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):18/23364-1 - Dinâmica espaço-temporal do vírus da febre-amarela no Estado de São Paulo, Brazil, BE.EP.PD
Assunto(s):São Paulo   Fragmentação   Ecologia da paisagem   Mudança climática

Resumo

A febre amarela é uma febre hemorrágica que afeta aproximadamente 200.000 pessoas anualmente nas regiões endêmicas, e que é transmitida, em seu ciclo silvestre, através da picada dos mosquitos Haemagogus spp. e Sabethes spp. infectados. Esses mosquitos se tornam mais abundantes em paisagens fragmentadas e degradadas, elevando o risco de transmissão dessa doença. Além disso, fatores climáticos também podem influenciar positivamente no ciclo de vida dos vetores, acelerando o desenvolvimento das fases iniciais de vida, a longevidade das fêmeas, e aumentando a disponibilidade de habitats larvários. Porém, nossa compreensão sobre como esses fatores afetam o risco de transmissão dessa doença ainda permanece limitada. Para entender esses efeitos, primatas não-humanos constituem um elemento privilegiado de estudo, pois junto com o homem constituem um dos principais hospedeiros do vírus, servindo de alerta aos órgãos de saúde sobre a circulação do agente e a necessidade de vacinação imediata em humanos. Com isso, os objetivos desse projeto são: 1) avaliar quais fatores da estrutura da paisagem e do clima estão relacionados com o risco de infecção pelo vírus da febre amarela em primatas não-humanos, identificando áreas de maior risco para transmissão do vírus e 2) prever os riscos de transmissão do vírus em cenários futuros de mudanças climáticas. Para isso iremos utilizar um modelo Bayesiano e relacionar a distribuição espacial das epizootias de 2007-2008 com a quantidade de cobertura de vegetação nativa, densidade de bordade vegetação, temperatura e precipitação. Os resultados dessa pesquisa poderão contribuir para uma maior compreensão da dinâmica de transmissão da febre amarela no Brasil, e para um menor custo e maior eficácia de implementação de sistemas de vigilância e alocação de recursos em campanhas de vacinação das comunidades humanas de áreas endêmicas.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MUYLAERT, RENATA L.; SABINO-SANTOS JR, GILBERTO; PRIST, PAULA R.; OSHIMA, JULIA E. F.; NIEBUHR, BERNARDO BRANDAO; SOBRAL-SOUZA, THADEU; DE OLIVEIRA, STEFAN VILGES; BOVENDORP, RICARDO SIQUEIRA; MARSHALL, JONATHAN C.; HAYMAN, DAVID T. S.; RIBEIRO, MILTON CEZAR. Spatiotemporal Dynamics of Hantavirus Cardiopulmonary Syndrome Transmission Risk in Brazil. Viruses-Basel, v. 11, n. 11 NOV 2019. Citações Web of Science: 1.
MUYLAERT, RENATA L.; BOVENDORP, RICARDO SIQUEIRA; SABINO-SANTOS, JR., GILBERTO; PRIST, PAULA R.; MELO, GERUZA LEAL; PRIANTE, CAMILA DE FATIMA; WILKINSON, DAVID A.; RIBEIRO, MILTON CEZAR; HAYMAN, DAVID T. S. Hantavirus host assemblages and human disease in the Atlantic Forest. PLoS Neglected Tropical Diseases, v. 13, n. 8 AUG 2019. Citações Web of Science: 1.
METZGER, JEAN PAUL; BUSTAMANTE, MERCEDES M. C.; FERREIRA, JOICE; FERNANDES, GERALDO WILSON; LIBRAN-EMBID, FELIPE; PILLAR, VALERIO D.; PRIST, PAULA R.; RODRIGUES, RICARDO RIBEIRO; VIEIRA, IMA CELIA G.; OVERBECK, GERHARD E.; SIGNATORIES, 407 SCIENTIST. Why Brazil needs its Legal Reserves. PERSPECTIVES IN ECOLOGY AND CONSERVATION, v. 17, n. 3, p. 91-103, JUL-SEP 2019. Citações Web of Science: 2.

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