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O impacto das interações sociais na termorregulação e no uso do habitat em lagartos: analisando a incidência das síndromes comportamentais no ajuste em ambientes novos

Processo: 17/14323-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 25 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Fisiologia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Carlos Arturo Navas Iannini
Beneficiário:Carla Piantoni
Supervisor no Exterior: Amber Neumann Wright
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Hawaii at Manoa (UH), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:15/25272-9 - Implicações das síndromes comportamentais associadas à termorregulação na exploração de novos ambientes: Contribuição do comportamento individual na ecologia térmica de lagartos, BP.PD
Assunto(s):Regulação da temperatura corporal   Lagartos

Resumo

Em animais ectotérmicos, a manutenção das temperaturas corporais (Tb) próximas às temperaturas ótimas (intervalo de Tset) depende de mecanismos de ajustes fisiológicos e principalmente comportamentais. A termorregulação tem custos atrelados como, por exemplo, a baixa disponibilidade de locais com temperatura apropriada (no intervalo de Tset) ou barreiras termais ou fisicas (locais com temperaturas ambientais extremas ou a presença de outros outros organismos que compartilham o mesmo micro-habitat) que afetam o desempenho individual e eventualmente a aptidão da espécie. Características comportamentais particulares de um organismo (e.g. agressividade) determinam a capacidade de superar essas barreiras e a eficácia na termorregulação. Este projeto pretende explorar o papel das interações sociais e da variação entre indivíduos nas síndromes comportamentais associadas à termorregulação e ao uso do habitat em lagartos. Serão registrados comportamentos sociais e termorregulatórios em diferentes comunidades pré-estabelecidas, formadas por combinações de uma a três espécies, em ambientes fechados semi-naturais. Entendemos que o comportamento e as respostas individuais aos diferentes tratamentos variem tanto dentro quanto entre as espécies avaliadas e que essa variação influencie fortemente espécies a se ajustarem às mudanças nos seus próprios ambientes, e a explorarem ambientes novos. Serão quantificados (1) o tempo de permanência nos refúgios, na ausência ou presença de outros lagartos; (2) a variação individual do comportamento na tomada de decisões durante a termoregulação; e (3) a variação individual nos fatores associados ao comportamento exploratório (e.g. erros na tomada de decisões, tempo de exploração até encontrar o refúgio termal favorável). Espera-se explicar a variação de resposta comportamental e termofisiológica comparando os tratamentos aqui propostos e adicionalmente, comparando o resultado adquirido - isto é, em uma configuração semi-natural - com o ambiente natural. A utilização de ambientes fechados semi-naturais para avaliar variáveis associadas a comportamentos de indivíduos complementa os experimentos realizados em laboratório e fornece novas perspectivas na compreensão sobre a seleção de microambientes favoráveis e a exploração frente a mudanças.