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Capital financeiro e land grabbing: o controle de terras para o monocultivo de florestas pela empresa Brookfield Asset Management

Processo: 17/10407-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 09 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Samuel Frederico
Beneficiário:Mariana Lopes da Silva
Instituição-sede: Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):17/26459-0 - Capital financeiro e Land Grabbing o controle de terras para o monocultivo de florestas pela empresa, BE.EP.IC
Assunto(s):Território   Agronegócio   Capital (economia)   Geografia econômica

Resumo

No atual período de sobreacumulação de capital, o capital financeiro busca constantemente novas formas de acumulação, sobretudo, por intermédio da incorporação de novos ativos e territórios ao seu portfólio de investimentos. Como consequência, além das tradicionais aplicações em instrumentos financeiros, como ações, debêntures, obrigações e títulos cambiais, é cada vez mais comum os investimentos do capital sobreacumulado nos chamados ativos reais, isto é, infraestruturas, imobiliário urbano e terras agrícolas. Este último tipo de investimento levou à popularização do atual fenômeno de Land Grabbing. Apesar de variado em origem, destino e impacto e ainda inconclusivo, este último pode ser definido pelo uso intensivo de capital para o controle de terras e recursos como forma de acumulação e resposta à conjugação das atuais crises financeira, energética, alimentar e ecológica do projeto de globalização neoliberal. Partindo desse pressuposto, a presente pesquisa pretende analisar as formas de atuação da empresa Brookfield Brasil, controlada pela empresa financeira canadense Brookfield Asset Management Inc. Segundo o seu próprio Relatório Anual de 2014, a Brookfield Asset Management é uma das maiores empresas financeiras do mundo, com foco na gestão de ativos reais, especialmente, imobiliários, infraestrutura, energia e private equity. Naquele ano, a empresa afirmava ter sob gestão cerca de US$ 200 bilhões em ativos, sendo 150 bilhões nos EUA e Canadá, 20 bilhões na América do Sul, 15 bilhões na Ásia e Austrália e US$ 11 bilhões na Europa e Oriente Médio. Portanto, o objetivo dessa pesquisa é analisar as estratégias de uso do território do grupo Brookfield a partir do controle de terras voltadas para o monocultivo de florestas. Para isso, a pesquisa comporta três aspectos principais: 1) Analisar os mecanismos de capitalização dos fundos geridos pela Brookfield Asset Management; 2) Analisar a tese de investimentos e formas de aplicação do fundo do agronegócio gerido pela Brazil Timber Fund I e II; 3) Demonstrar a expansão do controle de terras para o cultivo de florestas propiciada pelos fundos. Com esses objetivos pretendemos demonstrar a correlação entre a financeirização da economia mundial e a aquisição e controle de terras em larga escala no território brasileiro. (AU)