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A mulata velha está toda sacudida: política e movimentos sociais na Bahia (1927-1937)

Processo: 17/08502-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Claudio Henrique de Moraes Batalha
Beneficiário:Jonas Brito dos Santos
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/21979-5 - Entre a escravidão e o fardo da liberdade: os trabalhadores e as formas de exploração do trabalho em perspectiva histórica, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):19/21925-9 - Eleições e movimentos sociais na Bahia (1926-1937), BE.EP.DR
Assunto(s):Política do Brasil   Movimentos sociais   Partidos políticos   Sindicatos   Bahia

Resumo

A Literatura sobre a Bahia no período 1889-1937 é marcada pela tese de que o Estado, na Colônia e no Império, gozara riqueza, proeminência cultural e política, mas decaíra até a estagnação e marginalidade na República. Presente em estudos clássicos e recentes, a imagem da decadência, paralisia e atraso dificulta desdobramentos potenciais da história política. No entanto, a Bahia integra um seleto grupo de estados cuja relevância política e divisionismo interno tornaram-nos cruciais para a renovação das pesquisas sobre competição e participação política na I República e nos anos 1930. Suas elites políticas foram capazes de articular interesses na política nacional, dinamizando-a ao protagonizar episódios como a Campanha Civilista nas eleições de 1910 e a Reação Republicana nas eleições de 1922. Na República, certa ampliação do conjunto de eleitores e do sistema representativo, a diversidade de jornais, a pluralidade de partidos e as dissidências intraelites exigiam arregimentação político-eleitoral, inclusive entre os egressos do cativeiro. Após conquistar o poder na Bahia de fora para dentro, isto é, por imposição do governo federal, lideranças como José Joaquim Seabra e Juraci Magalhães precisaram articular-se com eleitores, trabalhadores urbanos, sindicatos e lideranças populares para expandir raízes eleitorais no estado. A partir de alinhamentos propiciados por eleições, esse projeto de pesquisa propõe investigar em que medida negros e pobres entravam nos cálculos de líderes e partidos acossados por divisionismo e instabilidade política e obcecados pela idéia de (re)conquistar prestígio para a Bahia na política brasileira. (AU)