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Investigação da atividade do peptídeo Q-conexina carboxil-terminal (ACT1) associado ao inibidor de Histonas Desacetilases butirato sódico e a antineoplásicos convencionais, para o tratamento de tumores mamários caninos: ensaios in vitro

Processo: 17/12855-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Maria Lucia Zaidan Dagli
Beneficiário:Ivone Izabel Mackowiak da Fonseca
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Oncologia veterinária   Conexinas   Peptídeos   Neoplasias mamárias   Cães

Resumo

Nos dias de hoje, o câncer representa um dos maiores desafios para a ciência e para a prática médica no homem. Quanto aos animais, o problema não é diferente: há necessidade de se intensificar as pesquisas em Oncologia Veterinária, em todas as suas vertentes, particularmente no que concerne a novos tratamentos para neoplasias de animais. A eficiência de um agente antineoplásico para tratamento de um câncer específico pode ser definitivamente determinada por meio de ensaios clínicos. Entretanto, devido a razões éticas, as pesquisas têm de se iniciar em sistemas experimentais. O presente projeto tem por objetivo investigar a atividade o peptídeo Q-conexina carboxil-terminal (ACT1) como uma possível nova terapia antineoplásica para tumores mamários caninos, realizando ensaios pré-clínicos in vitro. O peptídeo ACT1 permite examinar especificamente a atividade endógena da conexina 43 (Cx43) em junções de comunicação, sem alterar os níveis de expressão da Cx43, este peptídeo e formado por 25 aminoácidos (ACT1) que imita o domínio citoplasmático de Cx43 normal. Neste projeto, o peptídeo ACT1 será testado em cultivos de tumores mamários caninos e estes comparados com linhagens mamárias tumorais humanas. Serão utilizadas linhagens primárias (Brisa e Leka) de tumores mamários caninos, pertencentes ao Laboratório de Oncologia Experimental e comparada da FMVZ, e a linhagem de tumor mamário canino comercial denominado CF41. As linhagens humanas utilizadas serão a MCF10a, MCF-7. Seguir-se-á o tratamento com o peptídeo ACT1 em doses referidas na literatura (50, 100 e 200 ¼M) associados ou não ao inibidor de histonas desacetilases o Butirato de sódio - NaB (0.1, 0.5, 0.75mM), e diferentes combinações destas substâncias entre si e as associações das mesmas com antineoplásicos clássicos como o citrato de tamoxifen (10¼M) e o lapatinib (10 e 50nM). Tanto a proliferação quanto a morte celulares serão quantificadas. Estudos já comprovaram que o peptídeo ACT1 melhora a atividade dos quimioterápicos tamoxifen e lapatinib, esperamos com este estudo da associação de um inibidor de histona desacetilase melhorar ainda mais a ação destes fármacos utilizados no tratamento de tumores mamários. E desta forma, avançar em novas terapias antineoplásicas, obtendo resultados importantes que permitirão, oportunamente, a condução de ensaios pré-clínicos e clínicos em cães.

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