Busca avançada
Ano de início
Entree

O encontro entre Lucrécio e Spinoza

Processo: 17/12409-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:João Carlos Kfouri Quartim de Moraes
Beneficiário:Diego Ramos Lanciote
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/19481-2 - O encontro entre Lucrécio e Spinoza, BE.EP.DD
Assunto(s):Filosofia moderna   Espinosismo   Materialismo   Filosofia antiga   Epicurismo   Filósofos

Resumo

O encontro entre as estruturas de pensamento de Lucrécio e Spinoza nos permite operar com clareza a distinção entre necessidade aleatória e necessidade teleológica em favor da conceitualização da primeira, analisando suas expressões nos campos da Ontologia, da Antropologia, da História e da Política. Dessa maneira são articuladas quatro partes: i) a imutabilidade do Todo; ii) a transitoriedade; iii) antropologia filosófica; e, por fim, iv) política e liberação. Partindo da presença de Lucrécio tanto histórica, a imagem de Lucrécio na conjuntura de produção de Spinoza, quanto textualmente, através do campo semântico e da problemática só erguida na Epístola 56, são construídas as premissas iniciais para o percurso que orienta as partes examinando o encontro entre ambos passando pela Ethica, Tractatus Theologico-Politicus e Tractatus Politicus. Não só se trata de Spinoza leitor fecundo do De Rerum Natura, mas também de Lucrécio leitor de Spinoza, de sorte que ambas as estruturas de pensamento são mobilizadas irredutivelmente uma com relação a outra para, por fim, compor o conceito de necessidade aleatória na confluência de seus efeitos e nas divergências de articulações entre significantes. Tais expressões nos campos elencados mostram uma equivalência e mesmo uma homologia estrutural capaz de construir a interpretação de uma mesma estratégia de intervenção da prática filosófica diferenciada em seus conteúdos pelas distintas conjunturas de produção que configuram dois momentos da repetição da tendência materialista e sua efetividade na história do pensamento ocidental. (AU)