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Variabilidade da vazão do Rio Xingu na região da UHE Belo Monte sob cenários de reconstrução paleoclimática e projeções de mudança climática

Processo: 17/12470-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2017
Vigência (Término): 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:André Oliveira Sawakuchi
Beneficiário:Marcelo Garcia Pereira de Camargo
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Mudança climática

Resumo

Diversas barragens para geração de energia hidrelétrica em rios do leste da Amazônia (rios Tocantins-Araguaia, Xingu e Tapajós) encontram-se em fase inicial de operação, construção ou planejamento. Contudo, projeções climáticas apontam para redução da precipitação no leste da Amazônia nas próximas décadas, a qual pode ainda ser intensificada pelo desmatamento acumulado durante as últimas décadas. Este cenário coloca em questionamento os reais custos-benefícios do aproveitamento hidrelétrico de rios da Amazônia, em vista dos sérios impactos socioambientais decorrentes de sua construção e operação. Neste contexto, destaca-se o Rio Xingu, onde foi construída a Usina Hidrelétrica de Energia (UHE) Belo Monte. Projeções preliminares obtidas pelo proponente deste projeto de mestrado (Camargo, 2016) apontam vazões futuras em média 28% menores às historicamente observadas no Rio Xingu. Este resultado preliminar sugere que a geração futura de energia pela UHE Belo Monte deverá ser afetada de maneira negativa, sob cenário de mudança climática projetada para as próximas décadas.O objetivo deste projeto é avaliar a geração de energia hidrelétrica pela UHE Belo Monte sob a variabilidade climática multidecadal a secular do Holoceno médio e tardio (últimos 5.000 anos) e cenário futuro de mudança climática. Isto envolverá cenários de precipitação gerados por modelos climáticos e simulações de vazão do Rio Xingu, com destaque para eventos extremos de variação de precipitação nas próximas décadas (até o ano de 2100). A influência de eventos climáticos abruptos na vazão do Rio Xingu será considerada sob diferentes cenários de vegetação da bacia.Para a simulação da vazão do Rio Xingu, será utilizado modelo numérico hidrológico, que simula a vazão por meio de cálculos de escoamento superficial derivado da interação entre topografia e precipitação. Isto permite simular vazões do Rio Xingu a partir de reconstruções passadas e projeções futuras de precipitação, obtidas através de modelos climáticos, tais como os utilizados nas projeções do IPCC (International Panel on Climate Change).Este projeto vincula-se ao Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (processo 2016/02656-1) e se justifica pela relevância e urgência em projetar o efeito da mudança climática nos recursos hidrícos do leste da Amazônia. Isto é fundamental para a discussão de políticas energéticas para o País, com maior segurança energética, eficiência e sustentabilidade.

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