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Ocorrência de cegueira e deficiência visual em pacientes com toxoplasmose ocular seguidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP)

Processo: 17/06680-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2017
Vigência (Término): 31 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:João Marcello Fortes Furtado
Beneficiário:Michelle Rodrigues Araujo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Toxoplasma gondii   Uveíte posterior   Toxoplasmose ocular   Transtornos da visão   Cegueira   Oftalmologia

Resumo

A prevalência de toxoplasmose na América Latina é maior quando comparada com outras localidades, conferindo-se uma grande relevância no cenário da saúde pública. A infecção pelo parasita Toxoplasma gondii pode ocorrer tanto no período pré-natal, quanto no pós-natal, sendo uma infecção adquirida principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados com os oocistos excretados nas fezes de gatos ou ingestão de carne crua contendo cistos tissulares. Na infecção pós-natal, estima-se que 90% das pessoas são assintomáticas, e 10% apresentem infecção aguda auto-limitada, podendo apresentar outras manifestações como retinocorroidite. O comprometimento ocular na toxoplasmose é decorrente da infecção retiniana e da reação inflamatória decorrente da mesma, gerando lesões necróticas que podem causar perda da acuidade visual. É a causa principal de uveíte posterior no mundo e uma das principais causas de cegueira infantil no Brasil. Apesar da importância dessa infecção, a maioria dos estudos neste tema foram realizados em outros países, e seus resultados não são necessariamente aplicados ao Brasil, onde o comprometimento ocular é mais comum e mais grave. Nesse trabalho, realizemos um estudo prospectivo com pacientes diagnosticados com toxoplasmose ocular e seguidos no ambulatório de uveítes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP) no ano de 2017, analisando a localização anatômica das lesões, a acuidade visual e as complicações associadas. (AU)