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Indignação e ressentimento: a personalidade autoritária no Brasil, observada através da obra de Graciliano Ramos

Processo: 17/09933-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Ana Lucia de Freitas Teixeira
Beneficiário:Felipe Palmer Lima Costa
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Literatura brasileira   Sociologia da literatura   Teoria crítica   Ideologia

Resumo

O projeto pretende realizar uma analise sociológica através de materiais literários, com o objetivo de investigar através deles aspectos relevantes de determinada estrutura ideológica presente na sociedade brasileira. Trata-se de investigar o pensamento conservador de tendência autoritária presente nas camadas médias da pequena burguesia urbana da década de 30 do século XX. Visando captar elementos substantivos dessa estrutura ideológica/social, tomamos como principal objeto de estudo uma obra literária de Graciliano Ramos intitulada Angústia, que será tensionada ao longo da pesquisa com duas perspectivas teóricas de analise social mais direta (Raízes do Brasil, de Sergio Buarque de Holanda e estudos de T. W. Adorno sobre o antissemitismo). Baseando-se nas análises de Antonio Candido e Roberto Schwarz, o projeto visa encontrar as "correspondências estruturais entre literatura e vida social" e toma como perspectiva central sobre o paralelo entre texto literário e matéria social, a proposta apresentada por Antonio Candido no texto "Crítica e Sociologia", onde o crítico propõe um modo de análise da obra literária em que a matéria sociológica se torna dispositivo construtor da estrutura formal que rege o texto. Portanto, os elementos sociais deixariam de ser apenas influências externas à análise estética para se tornarem parte da própria matéria estética que dá forma à obra. Trata-se, portanto, de compreender através da forma narrativa do romance, aspectos ideológicos da teia de forças presente na estrutura social do Brasil da década de 30. Em especial, as contradições do projeto modernizador que coabitava com o ideário autoritário presente nesse momento, buscando, assim, captar através da literatura aspectos não evidentes da realidade social que permitam traçar pontes com as contradições do presente. (AU)