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Efeitos da ivabradina na lesão de isquemia e reperfusão do miocárdio em ratos

Processo: 17/02537-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Rubens Fazan Junior
Beneficiário:Camilla Rizzo Nappi
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/20549-7 - Avanços na regulação cardiocirculatória em condições fisiológica e fisiopatológica, AP.TEM
Assunto(s):Reperfusão miocárdica   Isquemia miocárdica   Infarto do miocárdio   Variabilidade da frequência cardíaca   Histopatologia   Modelos animais de doenças

Resumo

A restauração da perfusão coronariana é uma das principais intervenções terapêuticas utilizadas para minimizar os danos do infarto agudo do miocárdio (IAM). Entretanto, o reestabelecimento do fluxo pode ter consequências deletérias ao coração, fenômeno conhecido como injuria de isquemia/reperfusão (IR) do miocárdio. O estudo dos mecanismos envolvidos na injúria de IR e a busca por estratégias terapêuticas que visam prevenir e/ou proteger o coração dos danos causados pela IR, são um importante campo de investigação. Assim, o objetivo do presente estudo é avaliar a influência da ivabradina (IVA), um agente bradicardizante, em ratos submetidos à isquemia seguida de reperfusão do miocárdio. Ratos Wistar serão implantados com eletrodos subcutâneos para registro do eletrocardiograma (ECG) e cateter jugular. No dia seguinte, os animais terão a artéria coronária esquerda ligado por 40 min, seguidos de reperfusão. Aos 10 min de isquemia miocárdica dos ratos receberão IVA (10 mg/kg, ou veículo, iv) e terão o ECG registrado (durante 60 min) 2 h após a reperfusão cardíaca. Séries de sucessivos valores de intervalo RR (iRR) serão geradas e utilizadas para análise da variabilidade da frequência cardíaca (VFC). Média e desvio padrão de segmentos estacionários de iRR serão calculados. Espectros da VFC serão construídos pela transformada de Fourier e integrados em bandas de baixa (0,2 a 0.8 Hz) e alta frequência (0,8 a 3 Hz). Para avaliação de dinâmicas não-lineares da VFC será realizada análise simbólica, análise de flutuações destendenciadas (DFA) e cálculo da entropia amostral multiescala (escalas 1 a 20). Após 24 horas do registro do ECG, será realizado exame ecocardiográfico dos ratos para obtenção das variáveis morfofuncionais do coração (diâmetro das câmaras e espessura das paredes cardíacas, além das frações de ejeção sanguínea e encurtamento do miocárdio). Ao final, os animais serão anestesiados e terão um cateter inserido no ventrículo esquerdo, via carótida direita, para medida da pressão ventricular. A velocidade de elevação e queda da pressão no VE (valores máximos da dP/dt positiva e negativa), bem como a pressão diastólica final do VE serão considerados como índices da função cardíaca. Por fim, os animais serão sacrificados com sobredose de anestésico e terão os corações coletados para análise histopatológica (quantificação de colágeno e diâmetro dos miócitos ventriculares). (AU)