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Mercado de armas de fogo pequenas e leves no Brasil: o funcionamento de um mercado contestado

Processo: 17/09791-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 21 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Maria Chaves Jardim
Beneficiário:Mateus Tobias Vieira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):17/27119-9 - Construção social do mercado de armas de fogo pequenas e leves no Brasil: um mercado contestado, BE.EP.IC
Assunto(s):Arma de fogo   Armas   Comércio   Sociologia econômica   Legislação (direito)

Resumo

Através da perspectiva da Sociologia Econômica, levando em consideração o enunciado de que os mercados são construções sociais, (SWEDBERG, 2004) o presente projeto pretende analisar o mercado de armas de fogo pequenas e leves no Brasil, olhando para o modo de emergência, manutenção e crescimento desse mercado, sobretudo considerando que se trata de um mercado contestado, ou seja, um mercado onde sua lógica penetra em áreas consideradas sensíveis como a privacidade das pessoas, sua integridade, saúde, ou a capacidade de manutenção da ordem pública (STEINER e TRESPEUCH, 2016, no prelo). Compreenderemos o mercado de armas de fogo pequenas e leves como um mercado contestado onde os agentes constantemente agem a fim de manejar questões sociais, políticas, econômicas e jurídicas com o objetivo de possibilitar a expansão ou retração desse mercado, criando discursos de justificação que tornam o comércio possível. A inspiração teórica é na sociologia reflexiva de Pierre Bourdieu e no conceito de mercado contestado de Phillipe Steiner e Marie Trespeuch. A metodologia será o estudo da legislação do mercado de armas de fogo e a coleta de discursos produzidos pelo mercado visando minimizar críticas, considerando dois momentos específicos: quando do referendo do Estatuto do Desarmamento em 2005, bem como, no mesmo momento, a criação da "Frente Parlamentar pelo Direito à Legítima Defesa", no Congresso Nacional. (AU)