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Impacto da autofagia e do inflamassoma na patogênese da Malária Placentária

Processo: 17/03939-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2017
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Cláudio Romero Farias Marinho
Beneficiário:André Filipe Rivais Martins Barateiro
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Imunoparasitologia   Plasmodium berghei   Inflamassomos   Malária   Gravidez   Etiologia   Autofagia

Resumo

A Malária é um grande problema de saúde pública em diferentes regiões do mundo, notadamente nos países em desenvolvimento, sendo responsável por cerca de 500.000 mortes anuais. As gestantes fazem parte de um dos principais grupos de risco, sendo particularmente suscetíveis à infecção por Plasmodium spp. devido à existência da placenta, um órgão que permite o acúmulo de eritrócitos parasitados, levando ao desenrolar de uma imunopatologia severa conhecida como Malária na gravidez (MiP). A doença caracterizada por processos inflamatórios exacerbados tem consequências deletérias para a mãe e para o feto. A doença tem contribuído significativamente para o aumento das mortalidades materna e fetal, bem como nascimentos prematuros, retardamento do crescimento intrauterino e baixo peso à nascença. Apesar dos avanços feitos no entendimento da MiP, ainda existem diversos fatores cujo contributo para a imunopatologia placentária permanece desconhecido. Existem diversos mecanismos moleculares responsáveis pela manutenção da homeostasia celular, como, por exemplo, a autofagia, um programa de "reciclagem" celular ativado em condições adversas. Este processo pode não só ser ativamente modulado pela resposta inflamatório, como também controlar a atividade do inflamassoma, um complexo proteico associado à produção de citocinas pró- inflamatórias, nomeadamente a IL- 1² e a IL-18, produzidas em quantidades significativas durante a MiP. Como tal, levantamos a hipótese de que a inflamação placentária pode alterar o perfil autofágico e, por conseguinte, modular a atividade dos inflamassomas, conjuntamente contribuindo para a patogênese da MiP. O conhecimento dos aspectos da resposta imune propiciará uma inequívoca contribuição para o entendimento da MiP, possibilitando estudos direcionados ao desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
BARATEIRO, ANDRE; PEREIRA, MARCELO L. M.; EPIPHANIO, SABRINA; MARINHO, CLAUDIO R. F. Contribution of Murine Models to the Study of Malaria During Pregnancy. FRONTIERS IN MICROBIOLOGY, v. 10, JUN 19 2019. Citações Web of Science: 0.
BARBOZA, RENATO; HASENKAMP, LUTERO; BARATEIRO, ANDRE; MURILLO, OSCAR; MACHADO PEIXOTO, ERIKA PAULA; LIMA, FLAVIA AFONSO; REIS, ARAMYS SILVA; GONCALVES, LIGIA ANTUNES; EPIPHANIO, SABRINA; MARINHO, CLAUDIO R. F. Fetal-Derived MyD88 Signaling Contributes to Poor Pregnancy Outcomes During Gestational Malaria. FRONTIERS IN MICROBIOLOGY, v. 10, JAN 29 2019. Citações Web of Science: 1.
DOMBROWSKI, JAMILLE GREGORIO; DE SOUZA, RODRIGO MEDEIROS; MENDES SILVA, NATERCIA REGINA; BARATEIRO, ANDRE; EPIPHANIO, SABRINA; GONCALVES, LIGIA ANTUNES; FARIAS MARINHO, CLAUDIO ROMERO. Malaria during pregnancy and newborn outcome in an unstable transmission area in Brazil: A population-based record linkage study. PLoS One, v. 13, n. 6 JUN 21 2018. Citações Web of Science: 1.

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