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Efeitos da deposição de rejeitos de mineração na colonização de macroinvertebrados bentônicos em ecossistemas aquáticos: um estudo experimental em mesocosmos

Processo: 17/09737-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 30 de junho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Evaldo Luiz Gaeta Espindola
Beneficiário:Lorenza Lana Volpe
Instituição-sede: Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Crime ambiental   Mineração   Ecotoxicologia   Indicadores biológicos   Impactos ambientais   Biodiversidade   Ecossistemas de água doce   Responsabilidade socioambiental

Resumo

A mineração, embora seja um dos setores mais importantes na economia nacional e internacional, também é um dos responsáveis por diversos impactos ambientais e sociais. O desastre ambiental ocorrido em Mariana (MG), com o rompimento da barragem do Fundão, demonstra com precisão essa situação, uma vez que causou o derrame de aproximadamente 35 milhões de m3 de rejeitos nos corpos hídricos, atingindo 40 cidades nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Esse desastre acarretou uma série de consequências socioeconômicas (com destruição de áreas rurais e urbanas, incluindo a morte de 19 pessoas, entre outros efeitos) e ambientais, com perdas de espécies e serviços ecossistêmicos nos compartimentos terrestres e aquáticos. Tendo em vista a necessidade de maiores informações sobre os impactos ambientais ocasionados e seus efeitos na biota aquática, nessa pesquisa pretende-se simular as condições do desastre a partir de estudos em modelos ecossistêmicos (mesocosmos), avaliando o aporte do rejeito e seus efeitos na estrutura da comunidade de macroinvertebrados bentônicos. Estes organismos foram escolhidos devido ao fato de serem bons bioindicadores de qualidade da água bem como pela sua ampla aplicação em estudos de recolonização, pois ocupam a fase primária de uma sucessão ecológica em um ambiente perturbado. Dessa forma, complementando com dados físicos e químicos (como pH, oxigênio dissolvido, condutividade, temperatura, nutrientes, dureza, turbidez, sólidos suspensos) e concentração de clorofila, objetiva-se compreender as alterações causadas pela deposição do rejeito na biota, avaliando como ocorrerá o processo de recolonização da área, contribuindo para os estudos que visam entender melhor os efeitos do maior desastre socioambiental do país nos últimos anos. (AU)