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Avaliação do efeito da terapia endodôntica e periodontal frente ao conteúdo infeccioso e inflamatório em dentes com lesões endo-periodontal combinadas

Processo: 17/14912-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2017
Vigência (Término): 09 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Brenda Paula Figueiredo de Almeida Gomes
Beneficiário:Rafaela Casadei Chapola
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Endodontia   Doenças periodontais   Citocinas   Endotoxinas   Metaloproteinases   Substância P   Microbiota   Sondas de DNA   ELISA

Resumo

A polpa dentária e o periodonto são duas estruturas anatomicamente distintas, porém inter-relacionadas funcionalmente, visto que ambas as estruturas têm origem embriológica e formação concomitante. Apesar de existir uma extensa literatura quanto à microbiota associada a lesões periodontais e a lesões endodônticas separadamente, poucos estudos se dedicaram a investigação do conteúdo infeccioso e inflamatório em dentes com Lesões Endo-Periodontais (LEP) combinadas. O LPS, ou endotoxinas, é o principal fator de virulência das bactérias Gram-negativas, presente na membrana externa do envelope celular bacteriano. O acúmulo deste componente bacteriano no canal radicular e sua saída para os tecidos periodontais estimula uma reação antígeno-anticorpo pelas células do sistema imune do hospedeiro, gerando uma resposta inflamatória a nível periapical. Esta reação é caraterizada pela expressão de mediadores químicos e enzimas, tais como as citocinas pró-inflamatórias e as metaloproteinases (MMPs), além da produção de um importante neuropeptídeo, envolvido em fenômenos inflamatórios, a substância P. Diante disso, os objetivos do presente trabalho serão: estudar a composição da microbiota presente em canais radiculares e bolsas periodontais de dentes com lesões endo-periodontais combinadas, através da técnica do checkerboard DNA-DNA Hybridization; Verificar a suscetibilidade destes microrganismos aos procedimentos endodônticos e periodontais e ao uso de medicação intracanal por 30 dias, através da contagem de Unidades Formadoras de Colônias (UFC); analisar o efeito do preparo químico-mecânico e da medicação intracanal na redução dos níveis de endotoxinas, da produção de interleucina 1 alfa (IL-1±) 1 beta (IL-1²), fator de necrose tumoral alfa (TNF-±), dos níveis de MMP-2, MMP-3, MMP-8, MMP-9 e MMP-13 e na diminuição da concentração de substância P no canal radicular e na bolsa periodontal associada; correlacionar esses achados com os sinais e sintomas clínicos. Para tanto, amostras serão coletadas das bolsas periodontais e dos canais radiculares para quantificação das endotoxinas, citocinas pró-inflamatórias, metaloproteinases e substância P e para análise microbiológica. Serão utilizados meio de transporte, de cultura e de incubação específicos que proporcionarão o crescimento de anaeróbios estritos permitindo, assim, a contagem das UFC. O DNA bacteriano destas amostras será extraído e depois analisado microbiologicamente, através do Checkerboard DNA-DNA Hybridization. A análise da quantificação das endotoxinas presentes será feita através de teste turbidimétrico, utilizando o reagente LAL (Lisado dos Amebócitos de Limulus. Para a quantificação das citocinas, MMP´s e substância P o teste ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent) será realizado. Os dados obtidos serão tabulados e estatisticamente analisados. (AU)