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Em busca de um novo referencial sociológico que fundamente uma perspectiva democrática para o conceito de confiança

Processo: 17/20119-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 11 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 04 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação
Pesquisador responsável:Mara Regina Lemes de Sordi
Beneficiário:Sara Badra de Oliveira
Supervisor no Exterior: Prof Sharon Gewirtz
Instituição-sede: Faculdade de Educação (FE). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : King's College London, Inglaterra  
Vinculado à bolsa:14/06295-5 - A confiança relacional dos atores locais no poder público: investigação sobre sua influência nos processos de participação ativa, BP.DR
Assunto(s):Sociologia educacional

Resumo

Desde os anos 1980 a "confiança" tem sido considerada um importante recurso de capital social capaz de produzir consequências para a efetividade da escola e sua capacidade de empreender esforços pela melhoria do desempenho acadêmico dos estudantes. Minha pesquisa de doutorado investiga a importância desse conceito na realidade de uma rede que implementa uma política de Avaliação Institucional Participativa, permeada pelos princípios da "negociação" e da "participação" dos membros das escolas no processo de definição sobre o que é qualidade de ensino. Ao iniciar a análise dos dados coletados em campo, ficaram claras as limitações das teorias existentes sobre confiança nas escolas. Elas não consideram outros propósitos para a educação além de atingir as metas estreitas e "técnicas" dos testes de proficiência em língua e matemática, e não analisam como a confiança se desenvolve em ambientes caracterizados pela pluralidade. Desse ponto de vista, o trabalho coletivo é nada mais que uma adesão coletiva em torno de objetivos previamente definidos. Isso porque esse referencial está amarrado à perspectiva da "coesão" e do "consenso" embutida nas políticas e teorias sobre "capital social", que salientam o padrão da "reciprocidade" e negligenciam os padrões da "redistribuição" e do "reconhecimento", contribuindo para a perpetuação das estruturas desiguais de poder e das injustiças sociais. Diferente dessas abordagens, nós defendemos que o trabalho coletivo é um processo permeado pela negociação e pelo conflito, através do qual as pessoas têm suas necessidades, capacidades e vozes reconhecidas. Portanto, na atual fase da pesquisa é preciso aprofundar meu conhecimento sobre outras referências sociológicas que se adequem melhor ao propósito de conceber a confiança através da perspectiva democrática ligada ao reconhecimento da diversidade e ao alcance da justiça social. O diálogo com a Professora Sharon Gewirtz do King´s College London certamente trará uma importante contribuição nessa empreitada.