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Papel de prostaglandinas na proliferação e diferenciação de células musculares C2C12, induzidas por uma fosfolipase A2 isolada do veneno de serpente

Processo: 17/15107-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2017
Vigência (Término): 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Vanessa Moreira
Beneficiário:Nadine Cardoso Silva
Instituição-sede: Instituto Nacional de Farmacologia (INFAR). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Prostaglandinas   Fosfolipases A2   Proliferação celular   Diferenciação celular   Músculo esquelético   Regeneração tecidual guiada

Resumo

As células quiescentes musculares, chamados de células satélites, são elementos cruciais para o início de eventos de regeneração, após lesão tecidual. Uma vez ativadas, estas células adquirem a capacidade de proliferar e de se diferenciarem, até a formação de fibras musculares maduras, em um processo sincronizado e regulado por fatores de transcrição. Estudos em modelos experimentais in vivo, demostraram que o processo de regeneração muscular é acompanhado por um processo inflamatório, caracterizado pelo influxo de leucócitos e liberação de mediadores inflamatórios. Dentre estes mediadores, os mais bem caracterizados são as citocinas, cujo papel está relacionado com a qualidade da regeneração muscular. Dada a complexidade da resposta inflamatória, chama a atenção que o papel de outro conjunto de importantes mediadores, os metabólitos derivados das vias do metabolismo do ácido araquidônico (AA), como as prostaglandinas, não foi ainda bem esclarecido. Atualmente, é conhecido que algumas prostaglandinas (PG), como a PGE2, PGI2 e PGJ2, quando adicionadas à cultura de células musculares quiescentes, podem ativar ou inibir a sua proliferação e diferenciação. No entanto, ainda é desconhecido que, além dos leucócitos, as próprias células satélites tenham a capacidade de liberar estes mediadores, in loco, para o início do processo de proliferação e diferenciação celular. De outra parte, as fosfolipases A2 (FLA2s) hidrolisam fosfolipídios de membrana liberando o AA. Seu metabolismo pelas ciclooxigenases (COX) -1 e COX-2, origina prostaglandinas, importantes segundos mensageiros fisiológicos e mediadores de processos inflamatórios. De outra parte, As FLA2s de veneno de serpentes, como a CB, isolada do veneno de Crotalus durissus terrificus, apresentam homologia estrutural com as FLA2s do grupo IIA de mamíferos e desencadeiam, de modo geral, efeitos locais como a miotoxicidade, acompanhada por reação inflamatória. Dentre os modelos experimentais empregados no estudo do processo regenerativo muscular, essas sFLA2s constituem ferramentas úteis para indução de degeneração muscular acompanhada por um padrão de regeneração tecidual já bem estabelecido, apesar do efeito dessas FLA2s sobre células satélites isolados ser ainda desconhecido. Diante do exposto, o presente estudo visa investigar a ação da CB sobre células satélites (linhagem C2C12) de camundongos, em cultura, na presença ou não de inibidores das isoformas de COXs e analisadas quanto: I) à proliferação e diferenciação celular; II) à expressão de fatores de transcrição PAX-7, MyoD e MRF-4; III) à expressão de COX-1e -2; IV) à liberação de PGE2, PGI2, PGJ2. A melhor caracterização da regulação dos processos de proliferação e diferenciação de células, desencadeados por uma lesão muscular, por FLA2s e prostaglandinas, ampliará o conhecimento do papel da resposta inflamatória nos eventos degenerativos e regenerativos do tecido muscular. Ainda, o esclarecimento da influência das prostaglandinas nesses processos, poderá contribuir para a identificação de novos alvos terapêuticos e desenvolvimento de terapias mais promissoras para o reparo eficiente do tecido muscular, após injúria. (AU)

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