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Do Concretismo ao parque de diversões? o percurso da arte tecnológica no campo artístico brasileiro

Processo: 17/13635-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Sergio Miceli Pessoa de Barros
Beneficiário:German Alfonso Nunez Canabal Junior
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/00626-3 - A influência estadunidense no desenvolvimento da arte tecnológica brasileira, BE.EP.PD
Assunto(s):Arte tecnológica   História social da arte   Arte contemporânea   Arte digital   Sociologia da arte   Sociologia da cultura

Resumo

Emergindo no hemisfério norte em meados da década de sessenta, a arte tecnológica propõe a utilização artística das novas tecnologias da informação surgidas no pós-guerra. Normalmente centrada no uso de computadores digitais, ao final da mesma década esta arte desponta no Brasil através dos esforços de artistas concretos paulistas. Testemunho da posição privilegiada de seus primeiros proponentes, que ao final da década de 60 já ocupavam posições centrais no campo artístico brasileiro, o novo gênero rapidamente se torna visível em Bienais, museus e em artigos no decorrer das décadas de 70 e 80. Vista então como desenvolvimento normativo da arte, ao início da primeira década do século XXI a sua situação era entretanto outra. A partir de abaixo-assinados e mobilizações públicas a seu favor, esses produtores culturais agora se organizavam com o intuito de salvarem uma arte que, aos seus olhos, era injustamente esquecida e excluída do campo artístico e dos mecanismos de fomentos estatais. Levando em consideração a posição inicial dessa prática, quais seriam, portanto, os motivos que acarretaram tamanha perda de legitimidade? Seguindo esse descolamento, aqui pretendemos investigar a trajetória desse gênero à luz da ciência das obras culturais de Pierre Bourdieu. Assim, almejamos uma pesquisa que, seguindo o modelo proposto pelo sociólogo francês, investiga os três planos da realidade social que o nosso problema desvenda: a posição e evolução do gênero nas estruturas do poder, as disputas internas do campo artístico que levam a subjugação das artes engajadas na computação e, finalmente, a própria condição dos agentes que hoje se proclamam representantes do gênero.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)

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