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O antifeminismo e o antissufragismo em publicações das revistas ilustradas humorísticas O Malho e Careta (1917-1932)

Processo: 17/15549-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2017
Vigência (Término): 30 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História da América
Pesquisador responsável:Stella Maris Scatena Franco
Beneficiário:Thaís Batista Rosa Moreira
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Feminismo   Direitos da mulher   Direito a voto   Análise do discurso   Humorismo

Resumo

O ano de 1917 foi emblemático em diferentes contextos. Foi o momento do desenrolar da Primeira Guerra Mundial, da emergência da Revolução Bolchevique, e, na conjuntura nacional, da Greve Geral dos trabalhadores da indústria e do comércio. Além disso, o começo do século XX é o momento do aflorar do modernismo brasileiro, movimento que influenciou o modo como parte da sociedade passou a compreender a cultura, as mudanças tecnológicas e a transição política republicana. O sufrágio feminino, pautado por Olympe de Gouges e Mary Wollstonecraft no final do século XVIII, ganha força nas vozes das suffragettes e, no contexto das grandes tensões políticas, se configura como uma das principais reivindicações de setores feministas em diversos países. Assim denominada, a Primeira Onda Feminista foi o começo da organização política sistemática de mulheres exigindo direitos fundamentais até então reservados apenas a setores específicos masculinos. Esse movimento despertou diversos posicionamentos contrários na opinião pública, que se utilizou de diferentes linguagens para deslegitimar as reivindicações feministas e sufragistas. Sendo assim, a proposta dessa pesquisa é analisar esses posicionamentos, caracterizados como antifeministas e antissufragistas, especificamente veiculados entre 1917 e 1932 em revistas ilustradas humorísticas de grande tiragem na cidade do Rio de Janeiro. Dentre caricaturas, crônicas e artigos, algumas edições das revistas Careta e O Malho trouxeram o tema do feminismo e do sufrágio feminino de forma satírica diante do público leitor. Propomos, através dessas fontes, estudar os mecanismos discursivos humorísticos da negação dos direitos políticos às mulheres como fenômeno recorrente nesse contexto histórico brasileiro. (AU)