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As representações dos Estados Unidos nas Bienais de São Paulo: palco da Guerra Fria cultural?

Processo: 17/08562-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 28 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 27 de junho de 2018
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Fundamentos e Crítica das Artes
Pesquisador responsável:Dária Gorete Jaremtchuk
Beneficiário:Dária Gorete Jaremtchuk
Anfitrião: Bryan McCann
Instituição-sede: Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Georgetown University, Estados Unidos  
Assunto(s):História da arte   Arte brasileira   Bienais de arte   Guerra Fria

Resumo

O objetivo deste projeto é analisar as participações dos Estados Unidos na Bienal de São Paulo durante os anos de 1959 a 1979, período correspondente à Guerra Fria Cultural na América Latina. O argumento com o qual se trabalha é de que essas representações artísticas estiveram relacionadas às posições políticas oficiais do governo norte-americano, que era o de evitar que a Revolução Cubana se proliferasse pelo continente. Foram, então, desenhadas estratégias específicas de aproximação e de atuação para, acreditava-se, impedir a repetição da experiência comunista. Nesse sentido, as Bienais de Veneza e de São Paulo podem ser consideradas vitrines no cenário da Guerra Fria, haja vista as constantes comparações com as participações dos países do Bloco Soviético nos dois espaços. Portanto, esta pesquisa pretende localizar documentos referentes às mostras preparadas e enviadas ao Brasil para identificar melhor as interferências de setores do governo norte-americano na organização dessas exposições. A hipótese com a qual se trabalha é de que elas foram utilizadas como instrumentos nas disputas político-ideológicas, mais especificamente como ferramentas para a construção da imagem dos Estados Unidos como lócus por excelência da arte internacional contemporânea e da livre criação. Como resultado da pesquisa, espera-se compreender como o campo cultural e artístico e os espaços de arte e de cultura passaram a funcionar mais diretamente como ambientes de recepção indispensáveis nas atividades políticas, diplomáticas e comerciais. (AU)