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O Impacto Cultural do Ato Colonial de 1930 no Império Português: uma leitura a partir de Goa (1930-1945)

Processo: 17/13966-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 09 de janeiro de 2022
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras
Pesquisador responsável:Helder Garmes
Beneficiário:Adelaide Maria Muralha Vieira Machado
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/15657-8 - Pensando Goa - uma peculiar biblioteca de língua portuguesa, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):18/05870-7 - Delimitação biobibliográfica e enquadramento cultural da rede intelectual Goesa de contestação ao Estado Novo (1930-1945), BE.EP.PD
Assunto(s):História cultural

Resumo

O Ato Colonial, primeira lei constitucional que saiu do golpe militar de 1926 em Portugal no começo da ditadura de Salazar, visava instituir duas coisas: a ligação orgânica de submissão das colónias à metrópole; a estabilização da diferença entre cidadania de primeira, a metropolitana, e cidadania de segunda, a colonial, para os naturais assimilados, sujeitos aos mesmos deveres mas sem os mesmos direitos. Qual o impacto cultural do Ato colonial de 1930 no império Português visto a partir de uma leitura goesa? É um estudo que está por se fazer, quer no plano local, quer global do império, e que este projeto se propõe realizar. Nosso objetivo é demonstrar a importância e consequências culturais desta medida política, lidas na produção jornalística da intelectualidade goesa, isto é, no cerne de uma cultura de oposição e resistência que se formou no embate entre os defensores do novo regime e os adeptos de soluções de liberdade e democracia, em autonomia ou independência. Salientaremos neste recorte a importância do texto literário, divulgado e vulgarizado pela imprensa periódica, na construção deste discurso identitário político pelo viés da cultura. A imprensa periódica goesa como veículo de divulgação cultural será assumida como fonte principal. De partida, foi selecionado um conjunto relevante de títulos que circulavam dentro do Império: O Oriente (Moçambique), o Pracasha (Goa), O Académico (Goa), Jornal das Colónias (Lisboa), O Boletim do Instituto Vasco da Gama (Goa), Heraldo. Suplemento (Goa); e fora dele: O Anglo-Lusitano, O Boletim da Sociedade Luso-Africana do Rio de Janeiro (Brasil). O levantamento sistemático da temática servirá de veículo para apurar a existência de um cruzamento de visões do todo imperial, enquanto rede intelectual de oposição e resistência, anunciando o princípio do fim desse império. Ressalvamos a importância desta perspetiva, que contraria a hierarquização dos vários olhares e culturas no convívio com o poder do colonizador (Subrahmanyam, Gruzinski). Nesse sentido, salientamos o caracter inovador da nossa proposição, ao interligar e relacionar histórias e culturas (Kocka, Seigel), desvendando mediadores (Zimmerman e Werner), como forma de resposta cabal à questão colocada.