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Crítica imanente em Axel Honneth: Da reconstrução negativa à reconstrução normativa

Processo: 17/19198-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 15 de fevereiro de 2018
Vigência (Término): 14 de abril de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Ética
Pesquisador responsável:Nathalie de Almeida Bressiani
Beneficiário:Nathalie de Almeida Bressiani
Anfitrião: Rahel Simone Anna Jaeggi
Instituição-sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Local de pesquisa: Humboldt University, Alemanha  
Vinculado ao auxílio:14/11611-3 - Esfera pública e reconstrução: sobre a constituição de um paradigma reconstrutivo no campo da Teoria Crítica, AP.TEM
Assunto(s):Reconhecimento   Conflito social

Resumo

Para aqueles que acompanham o trabalho de Axel Honneth desde o início, O direito da liberdade pode ser interpretado como o resultado de um abandono de seu projeto crítico original. Antes central, o conceito de reconhecimento dá lugar a uma concepção de liberdade social, os conflitos sociais têm seu papel reduzido e a estratégia negativa de reconstrução, a fenomenologia da experiência de desrespeito, é substituída por uma noção de reconstrução normativa cujo foco está nas estruturas das instituições modernas. Altera-se, com isso, não apenas o que Honneth compreende por crítica imanente, mas também seu objeto e o método mobilizado por ele para realizá-la. Tendo em vista a importância e o alcance destas transformações metodológicas, o principal objetivo desta pesquisa é o de compreendê-las e identificar suas causas e consequências. Dando continuidade a pesquisas anteriores, cuja ênfase foi a teoria honnethiana do reconhecimento e suas reformulações no decorrer da década de 2000, esta pesquisa visa também verificar, em que aspectos, essas mudanças metodológicas representam, de fato, uma ruptura frente a seu projeto inicial e, em que medida, elas correspondem a uma tentativa do autor de realizar, de outra maneira, objetivos que o acompanham desde seus primeiros textos. Dentre estes, cabe destacar aqui: o de realizar uma crítica imanente da economia capitalista e o de superar os déficits motivacional e sociológico da teoria crítica, por meio da elaboração de uma teoria não funcionalista das sociedades capitalistas contemporâneas capaz de explicitar suas dinâmicas normativas. Para realizar esses objetivos, analisaremos não apenas O direito da liberdade e outros textos publicados por Honneth nos últimos anos, como também o trabalho de alguns de seus principais críticos e interlocutores, como Rahel Jaeggi, Emmanuel Renault e Christopher Zurn.